O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira, 25, pressionado pela baixa das ações da Petrobras em meio à forte queda dos preços do petróleo no mercado internacional. A commodity recua após o mercado interpretar como um sinal de melhora as recentes movimentações nas negociações entre Estados Unidos e Irã. No cenário doméstico, investidores adotam cautela à espera dos dados de inflação que serão divulgados nesta quarta-feira, 26. O indicador pode influenciar as expectativas para a taxa básica de juros, a Selic, e para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Por volta das 11h15, o Ibovespa recuava 0,05%, aos 171.818,51 pontos. O dólar recuava 0,1%, cotado a 5,14 reais. O índice era pressionado principalmente pelas ações da Petrobras, que recuavam 1,78%, aos 41,36 reais, acompanhando a queda de cerca de 3% nos preços do petróleo.
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De acordo com o jornal americano The New York Times, o Departamento de Estado dos Estados Unidos está se preparando para o retorno de diplomatas às embaixadas no Oriente Médio que foram evacuadas antes e durante a guerra com o Irã.
O retorno de funcionários do Serviço Exterior e a redução das medidas de emergência nas missões americanas na região podem começar já nesta semana, segundo a reportagem. Para Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, essas notícias sobre um possível retorno dos diplomatas americanos à região sinalizam algum avanço nas negociações entre os países e contribuem para reduzir os preços do petróleo.
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Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, afirma que a queda do petróleo produz efeitos distintos sobre o Ibovespa. Segundo ele, a baixa da commodity melhora o cenário inflacionário e pode beneficiar empresas ligadas ao consumo, ao crédito e à economia doméstica, mas, por outro lado, pressiona a Petrobras, que tem peso relevante no índice.
“A estatal também permanece no radar por deter 47% do capital votante da Braskem e manter contratos comerciais com a petroquímica. Ainda assim, a crise da Braskem não deve ser tratada como um problema equivalente para a Petrobras”, afirma Lima.
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IPCA-15 entra no radar
O mercado também aguarda a divulgação do IPCA-15, a prévia da inflação oficial, nesta quarta-feira. O indicador pode ajudar a mostrar o comportamento dos preços e fornecer novas pistas sobre os próximos passos do Banco Central em relação à política monetária.
Uma inflação mais pressionada pode reduzir as apostas em cortes de juros, enquanto uma desaceleração dos preços tende a aumentar o espaço para a continuidade do ciclo de redução da Selic. As expectativas para os juros, por sua vez, têm impacto direto sobre ativos de risco, como as ações que compõem o Ibovespa.
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