ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Ibovespa cai 1,33% com petróleo acima de US$ 108 e cautela antes da Superquarta

Dólar avança a R$ 5,16 enquanto investidores se preparam para decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 set 2026, 10h59
Ibovespa cai 1,33% com petróleo acima de US$ 108 e cautela antes da Superquarta Priorize VEJA no Google

O Ibovespa operava em queda de 1,33% nesta segunda-feira, 14, aos 184 730 pontos, em uma sessão marcada pela alta do petróleo e pela cautela dos investidores antes das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

No câmbio, o dólar avançava 0,77%, negociado a 5,16 reais. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas, subia 0,49%. O petróleo também permanecia no radar. A commodity era negociada a 108,65 dólares, patamar que amplia as preocupações com os efeitos da energia mais cara sobre a inflação e a atividade econômica global.

Para Gustavo Assis, CEO da Asset, parte da valorização do dólar frente ao real acompanha um movimento internacional, mas fatores domésticos também acrescentam pressão à moeda brasileira. “A diferença de 0,28 ponto percentual mostra que existe uma pressão global sobre a moeda, mas também uma camada adicional de risco doméstico. O petróleo a US$ 108,65 fortalece o dólar como ativo de proteção, enquanto os desdobramentos políticos e institucionais elevam o prêmio exigido para manter recursos no Brasil”, afirma.

Petróleo caro deixa de ser só uma boa notícia

A valorização do petróleo costuma favorecer empresas produtoras e pode beneficiar o Brasil por meio do aumento das receitas de exportação. Quando a commodity alcança níveis muito elevados, porém, o efeito sobre os mercados passa a ser mais complexo.

Continua após a publicidade

Segundo Assis, com o barril acima dos 108 dólares, a preocupação com a inflação começa a ganhar mais peso. Energia mais cara aumenta custos para empresas e consumidores e pode pressionar os rendimentos dos títulos americanos, reduzindo o apetite dos investidores por ativos de países emergentes. Essa dinâmica também ajuda a explicar o comportamento da Bolsa. Petrobras e outras companhias ligadas à produção de petróleo tendem a receber suporte da valorização da commodity, enquanto setores mais sensíveis à atividade econômica e aos juros podem ser penalizados.

Empresas de consumo, transporte, construção, indústria e crédito estão entre as que podem sofrer com a combinação de custos mais altos e juros futuros pressionados. “Quanto maior a permanência do barril acima de US$ 100, menor tende a ser a capacidade das petroleiras de sustentar sozinhas o índice, porque o choque passa a reduzir as expectativas de crescimento e lucro de uma parcela mais ampla das empresas”, explica Assis. Na sexta-feira, 11, o Ibovespa já havia encerrado a sessão em queda de 0,56%, aos 187.206 pontos.

Continua após a publicidade

Além do petróleo, investidores se preparam para a chamada Superquarta, quando Federal Reserve (Fed) e Comitê de Política Monetária (Copom) anunciam suas decisões sobre os juros. Segundo os dados apresentados por Assis, o mercado atribuía probabilidade de 86,5% a uma alta de 0,25 ponto percentual nos juros americanos. A atenção também estará voltada para a Selic. Na avaliação do executivo, caso o Fed eleve os juros em 0,25 ponto e o Copom reduza a taxa brasileira em igual magnitude, o diferencial de juros entre os dois países diminuiria 0,50 ponto percentual de uma só vez.

Uma redução dessa diferença pode tornar os ativos brasileiros relativamente menos atraentes e retirar parte do suporte que os juros elevados oferecem ao real. “Para dólar e Ibovespa, portanto, o ponto central não será apenas o que cada banco central decidir, mas o quanto essa combinação altera o retorno relativo dos ativos brasileiros”, afirma Assis.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Capa da revista Veja, um celular e um notebook exibindo o site da revista, sobre fundo preto com texto BLACKFRIDAY repetidoBanner de Black Friday com fundo roxo e preto, exibindo a palavra BLACKFRIDAY repetida. À direita, um laptop prateado com uma imagem de carro na tela, um smartphone com um site de notícias e uma revista Veja aberta com uma foto de comida.
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ESQUENTA BLACK FRIDAY

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Premium
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).