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Ibovespa avança com payroll fraco nos EUA e alívio para juros

Dados abaixo do esperado para o mercado de trabalho americano impulsionam o apetite por risco, enquanto investidores seguem atentos ao cenário fiscal brasileiro

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 jul 2026, 11h18
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O Ibovespa iniciou o pregão desta quinta-feira, 2, em forte alta, acompanhando o movimento positivo dos mercados após a divulgação de dados mais fracos do mercado de trabalho norte-americano, que reforçaram a percepção de menor pressão para uma elevação dos juros pelo Federal Reserve. Por volta das 11h20, o principal índice da B3 avançava 1,40%, aos 174.002 pontos.

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No mercado doméstico, o dólar comercial operava em 5,20 reais, enquanto a curva de juros futuros apresentava comportamento misto. Na agenda política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre compromissos no Ceará, onde participa da inauguração do Túnel Major Sales, obra da transposição do Rio São Francisco para o Ramal do Apodi, antes de retornar a Brasília.

Nos Estados Unidos, a criação de empregos fora do setor agrícola somou 57 mil vagas em junho, bem abaixo da expectativa do mercado, que projetava a abertura de 110 mil postos, segundo pesquisa da Reuters. O resultado fortaleceu a leitura de que o Federal Reserve poderá adotar uma postura menos restritiva nas próximas reuniões, reduzindo as apostas em um eventual aumento da taxa de juros ainda neste mês.

No cenário internacional, os investidores também seguem monitorando as tensões no Oriente Médio. O governo do Irã voltou a alertar os Estados Unidos contra qualquer interferência no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

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Entre as ações de maior peso do índice, os bancos registravam desempenho positivo. As ações do Bradesco (BBDC4) lideravam os ganhos do setor, com alta de 1,69%, seguidas por Santander (SANB11), que avançava 1,31%, Itaú Unibanco (ITUB4), com valorização de 1,30%, e Banco do Brasil (BBAS3), que subia 1,17%.

Para Gustavo Assis, CEO da Asset, a reação positiva da bolsa reflete principalmente a mudança nas expectativas em relação à política monetária americana. “O Ibovespa sobe hoje porque o payroll americano veio mais fraco do que o esperado, com criação de 57 mil vagas em junho, e reduziu a pressão sobre os juros nos Estados Unidos. Esse dado melhora o apetite por risco em mercados emergentes e favorece ativos brasileiros, especialmente empresas mais sensíveis ao custo de capital”, afirma.

Segundo o executivo, o movimento, no entanto, ainda deve ser interpretado com cautela. “Não é uma alta de euforia. A queda do desemprego para 4,2% mostra que a economia americana perdeu força na criação de vagas, mas ainda não entrou em deterioração clara. Por isso, o mercado lê o payroll como um alívio para a curva global de juros, e não como uma virada definitiva de cenário. A Bolsa sobe pelo ajuste de expectativa em relação ao Fed, mas segue dependente dos próximos dados de inflação e do ambiente fiscal doméstico”, conclui.

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