Ibovespa avança após 11 pregões em baixa; veja motivos
Tesouro Americano e ata do Fed são principais catalisadores nesta quarta-feira
O Ibovespa teve valorização de 0,90% nesta quarta-feira, 19, avançando para os 167,8 mil pontos. Depois de 11 pregões seguidos em queda, a bolsa de valores brasileira passa por um respiro temporário e reage ao anúncio do Tesouro Americano de dobrar o volume das operações de recompra de títulos de longo prazo, passando para o mínimo de 4 bilhões de dólares por operação. A medida entra em vigor em setembro e durará até 4 de novembro.
Segundo especialistas, essa decisão faz com que o Tesouro entre como comprador para garantir liquidez na parte longa da curva de juros, depois de um estresse na renda fixa global nas últimas semanas. “O efeito foi bem imediato. Os juros americanos caíram com o título de 30 anos recuando mais de 0,09%, que é bastante, e isso destravou o apetite por risco no mundo inteiro, inclusive no Brasil”, afirma Nicolas Gass, chefe de alocação de investimentos e sócio da GT Capital.
No cenário internacional há também a ata do Federal Reserve (Fed), divulgada nesta tarde. O documento mostra que, em vez de debater apenas quando e quanto cortar os juros, parte dos dirigentes do banco central americano passou a considerar a necessidade de uma nova alta para evitar que a inflação permaneça elevada por mais tempo. O tom veio mais duro do que o esperado pelo mercado.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos oscilaram. O Santander (SANB11) liderou as perdas, com baixa de 1,88%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que recuou 0,62%. O Itaú (ITUB4) subiu 0,47%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) teve valorização de 1,57%.
A recuperação dos ativos brasileiros acontece em um cenário de dólar mais fraco. A moeda americana recuou cerca de 0,70%, para 5,17 reais, reduzindo a pressão sobre empresas brasileiras endividadas em dólar ou dependentes de insumos importados.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:







