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Ibovespa abre julho em queda com pesquisa eleitoral e expectativa por dados dos EUA

Mercado acompanha cenário político brasileiro e indicadores do mercado de trabalho americano, que podem influenciar os próximos passos do Federal Reserve

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 jul 2026, 11h15
Ibovespa abre julho em queda com pesquisa eleitoral e expectativa por dados dos EUA Priorizar nos meus resultados Google

O Ibovespa começou o primeiro pregão de julho em queda, refletindo a cautela dos investidores diante de fatores domésticos e internacionais. Por volta do início da manhã desta quarta-feira, 1º, o principal índice da B3 recuava 0,42%, aos 171.302 pontos, enquanto o mercado assimilava uma nova pesquisa eleitoral e acompanhava a expectativa por indicadores econômicos dos Estados Unidos. O dólar operava em alta aos 5,20 reais. 

No cenário doméstico, a pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por 6,5 pontos percentuais em uma eventual disputa de segundo turno. O levantamento também aponta vantagem de Lula em todos os cenários de primeiro turno testados, resultado que permanece no radar dos agentes financeiros por seus possíveis reflexos sobre as expectativas para a política econômica.

A agenda brasileira também inclui a divulgação, pelo Banco Central, das estatísticas de juros e spread bancário referentes a maio, além de compromissos públicos do ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Em relação as ações, os grandes bancos operavam em queda com o Itaú (ITUB4) puxando para -1,34% seguido pelo Bradesco (BBDC4) com -1,33%. O Santander (SANB11) e o Banco do Brasil (BBAS3) acompanham o desempenho negativo com -1,23% e -1,21% respectivamente.

Cenário internacional

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No exterior, os investidores adotam postura mais defensiva na abertura do segundo semestre. As atenções se voltam para os indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que devem ajudar a calibrar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve. O ambiente internacional também segue marcado pelas incertezas geopolíticas, enquanto o Irã mantém distância de um acordo com os Estados Unidos que permitiria a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

Na avaliação de Bruno Yamashita, Coordenador de Alocação e Inteligência da Avenue, o início do segundo semestre é marcado por um processo de ajuste dos mercados após um primeiro semestre de forte volatilidade, influenciado por tensões geopolíticas, inteligência artificial, fortalecimento do dólar e resultados corporativos. Segundo ele, o principal foco dos investidores nesta semana será a divulgação dos dados do mercado de trabalho americano. “O relatório da ADP mostrou a criação de 98 mil vagas no setor privado, abaixo da expectativa de 122 mil, mas ainda indicando um mercado de trabalho resiliente. Amanhã teremos a divulgação do payroll, que trará uma visão mais ampla sobre emprego, salários e taxa de desemprego, sendo o principal evento econômico da semana”, afirma.

Para Yamashita, julho deve permanecer movimentado para os mercados globais. “Além dos dados de emprego, os investidores acompanharão, nas próximas semanas, a reunião do Federal Reserve e o início da temporada de balanços das empresas americanas referentes ao segundo trimestre, fatores que devem direcionar o comportamento dos ativos ao longo do mês”, conclui.

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