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Ibovespa abre em alta com IPCA-15 abaixo do esperado; mercado aguarda decisão do Fed

Bolsa avança com alívio da inflação no Brasil, enquanto investidores mantêm cautela antes da decisão de juros nos EUA

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 jul 2026, 11h12 | Atualizado em 28 jul 2026, 11h13
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O Ibovespa iniciou o pregão desta terça-feira, 28, em alta, impulsionado pela divulgação do IPCA-15 de julho, que veio abaixo das expectativas do mercado. Por volta das 11h20, o principal índice da B3 avançava cerca de 0,35%, aos 177 714 pontos, recuperando parte das perdas registradas após o anúncio das tarifas de 25% sobre produtos brasileiros no início do mês.

A prévia da inflação desacelerou para 0,06% em julho, ante 0,41% em junho, resultado inferior à projeção de 0,20% dos analistas. O dado reforçou o desempenho de empresas mais sensíveis aos juros, embora a valorização da Bolsa fosse parcialmente limitada pela queda dos preços do petróleo, que pressionava as ações da Petrobras, e pela fraqueza do minério de ferro, afetando os papéis da Vale.

Para Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas, o mercado conseguiu recuperar a reação inicial ao anúncio das tarifas, mas ainda convive com incertezas no cenário externo. Segundo ele, o desempenho da Bolsa nas próximas semanas dependerá da decisão de política monetária do Federal Reserve, da temporada de balanços corporativos e dos efeitos das tarifas sobre os resultados das empresas.

No câmbio, o dólar operava próximo de 5,12 reais, praticamente estável. Apesar do alívio trazido pelo IPCA-15, investidores seguem cautelosos diante da expectativa pela reunião do banco central americano. Juros mais elevados nos Estados Unidos tendem a fortalecer a moeda americana e reduzir o fluxo de capital para mercados emergentes. A queda do petróleo também pesa sobre o real, ao reduzir uma importante fonte de receitas externas para o Brasil.

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Segundo Bruno Yamashita, Coordenador de Alocação e Inteligência da Avenue, os mercados internacionais iniciaram o dia sem direção definida, em um compasso de espera pela decisão do Fed, marcada para esta quarta-feira, e pelos resultados das grandes empresas de tecnologia, que serão divulgados ao longo da semana. Além disso, investidores acompanham possíveis desdobramentos das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, que continuam no radar dos mercados.

Na agenda econômica, a atenção também se volta para a primeira revisão do PIB americano do segundo trimestre e para a divulgação do índice de inflação PCE, principal indicador acompanhado pelo Federal Reserve, ambos previstos para os próximos dias. Esses dados devem ajudar a calibrar as expectativas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos e influenciar os mercados globais.

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