Ibovespa abre em alta após atraso de duas horas por falha na B3
Bolsa iniciou o pregão às 12h30, após problemas técnicos na Câmara da B3; dólar operava a R$ 5,09 e ações do Santander lideravam os ganhos entre os bancos
Por Carolina Ferraz
SEGUIR
SEGUINDO
31 jul 2026, 13h32 | Atualizado em 31 jul 2026, 14h06
O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo). (Cris Faga/Getty Images)
O Ibovespa abriu em alta nesta sexta-feira, 31, aos 177 998 pontos, após um atraso de cerca de duas horas no início do pregão provocado por problemas técnicos na Câmara da B3. A negociação, que normalmente começa pela manhã, só foi iniciada às 12h30. Enquanto isso, o dólar operava praticamente estável, cotado a 5,09 reais.
Na abertura, o desempenho das varejistas era misto. Entre os destaques positivos apareciam Azzas 2154 (AZZA3), com alta de 1,20%, Petz (AUAU3), que avançava 1,47%, Americanas (AMER3), com ganho de 0,44%, e C&A (CEAB3), que subia 0,64%. Já Magazine Luiza (MGLU3) recuava 1,59%, Casas Bahia (BHIA3) caía 3,80%, Grupo SBF (RIAA3) perdia 0,51% e Vivara (VIVA3) recuava 0,23%, enquanto Lojas Renner (LREN3) operava próxima da estabilidade.
Entre os grandes bancos, o movimento era positivo, impulsionado principalmente pelo Santander Brasil (SANB11), que disparava 12,95% após divulgar resultados trimestrais. Bradesco (BBDC4) avançava 0,71%, Itaú Unibanco (ITUB4) subia 0,61% e Banco do Brasil (BBAS3) registrava alta de 0,38%.
Continua após a publicidade
Continua após a publicidade
Para Fábio Murad, sócio e fundador da Ipê Avaliações, a valorização do índice reflete principalmente o bom desempenho das bolsas americanas e de ações com grande peso na composição do Ibovespa, mas ainda não representa uma melhora uniforme do cenário econômico. Segundo ele, a inflação de 3,7% nos Estados Unidos segue distante da meta do Federal Reserve, reduzindo as expectativas de cortes rápidos nos juros e limitando uma migração mais forte de capital para mercados emergentes. No Brasil, o déficit primário acima do esperado reforça as preocupações fiscais e mantém pressão sobre a curva de juros. “Para que o movimento se torne mais consistente, será necessária uma combinação de fluxo estrangeiro, maior previsibilidade fiscal e redução das pressões inflacionárias nos Estados Unidos”, afirma.
Na mesma linha, Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, avalia que a alta da Bolsa está concentrada em eventos corporativos específicos, especialmente na forte valorização do Santander, enquanto Petrobras também contribui positivamente acompanhando a alta do petróleo. Em contrapartida, a queda das ações da Vale limita um avanço mais expressivo do índice. “A valorização simultânea do Ibovespa e do dólar mostra que o pregão não refletia uma entrada ampla de capital estrangeiro no mercado brasileiro”, explica. Para ele, o atraso na abertura da B3 pode ter intensificado oscilações pontuais ao concentrar ordens de compra e venda, mas não foi o principal fator para a direção dos ativos. “Para que a alta do Ibovespa ganhe maior consistência, será necessário observar avanço de outros setores e entrada mais abrangente de recursos, preferencialmente acompanhados de menor pressão sobre o dólar”, conclui.
Continua após a publicidade
Além dos desdobramentos técnicos da B3, os investidores seguem atentos à agenda econômica e à repercussão dos balanços corporativos, que continuam movimentando o mercado nesta reta final da temporada de resultados.
Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF
Digital Básico
O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mêsApenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE
Revista em Casa + Digital Premium
Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).