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IBGE inicia greve por valorização dos servidores e democracia na gestão

Funcionários reivindicam aumento do orçamento do instituto, contratação de 4 mil servidores e equiparação salarial com relação a outros órgãos

Por Da Redação - 26 Maio 2014, 13h29

Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começaram nesta segunda-feira uma greve “em defesa de democracia interna e da valorização do corpo funcional”. A paralisação ocorre na mesma semana em que o IBGE divulga o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2014, previsto para sexta-feira.

De acordo com uma das diretoras da Associação de Servidores do IBGE, Ana Magni, a categoria reivindica aumento do orçamento do órgão, para atender às metas de planejamento, a contratação de 4 mil servidores e equiparação salarial a funcionários de outros órgãos, como o Banco Central e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. “Temos milhares de vagas que precisam ser recompostas. Além de recomposição de salários condizentes com outros órgãos do Ministério do Planejamento”, disse.

Os servidores também cobram participação nas decisões de gestão e democracia interna. “Reivindicamos participar das decisões sobre o futuro da instituição, nos moldes de outros órgãos que têm um congresso institucional que pensa, debate e escolhe seus dirigentes”, afirmou Ana. Segundo ela, a ideia é escolher gestores que não fiquem “à mercê de intempéries políticas e econômicas”.

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Divulgações – Apesar da paralisação, está mantida a divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), com dados nacionais sobre o mercado de trabalho. A publicação, que substituirá a Pesquisa Mensal do Emprego (PME) – e avalia seis regiões metropolitanas -, chegou a ser cancelada pelo órgão e depois retomada. “Juntamente com a sociedade, conseguimos manter essa publicação. A divulgação desses dados é uma questão de honra”, disse a diretora. Sobre a divulgação do PIB, Ana afirmou que não é possível prever o impacto sobre a publicação, que está em estágio avançado. “Não sabemos ainda a intensidade e o ritmo da greve”.

Devem paralisar as atividades funcionários de Alagoas, do Amapá, Amazonas, Distrito Federal, da Paraíba, do Rio Grande do Norte, Paraná, Rio Grande do Sul, de São Paulo, Santa Catarina e unidades do Rio de Janeiro. Novas assembleias estão previstas ao longo desta semana. Procurado pela Agência Brasil na última sexta-feira, o IBGE, que tem 5,7 mil funcionários em todo o país, informou que só comentaria a paralisação nesta segunda-feira.

(com Agência Brasil)

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