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IBGE: inflação desacelera, mas cresce 6,3% em 12 meses

Entre janeiro e fevereiro, IPCA passou de 0,86% para 0,60%. Desconto na conta de luz ajudou a controlar o índice em fevereiro

Por Da Redação 8 mar 2013, 09h29

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medidor oficial de inflação do país, desacelerou entre janeiro e fevereiro, passando de 0,86% para 0,60% no segundo mês do ano, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Contudo, o índice acumula em 12 meses até fevereiro alta de 6,31%, superior aos 6,15% relativos aos 12 meses até janeiro. A taxa também ficou acima do registrado em fevereiro do ano passado, de 0,45%.

O resultado aumenta a preocupação do governo porque o índice de 12 meses se distancia cada vez mais do centro da meta estabelecida pelo Banco Central (BC), de 4,5%, com banda variando 2 pontos porcentuais (p.p.) para cima ou para baixo (2,5% a 6,5%).

Analistas acreditam que o governo possa mexer na taxa básica de juros, a Selic, para tentar controlar o avanço dos preços. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu manter a taxa Selic em seu recorde de baixa, 7,25% ao ano. Contudo, as atenções se voltam com mais força para a próxima reunião do Copom, que acontece em abril. Os economistas ouvidos pelo BC para o relatório Focus desta semana subiram de 5,69% para 5,70% a expectativa para a inflação em 2013. Para 2014, eles estimam alta de 5,5% do IPCA.

Destaques – O desconto na conta de luz conduzido pelo governo ajudou a controlar o índice em fevereiro. Com peso de 3,18% do índice cheio, as contas de energia elétrica ficaram 15,17% mais baratas no segundo mês, depois de já terem caído 3,91% em janeiro. Assim, o aumento dos valores do aluguel (2,26%) e do condomínio (1,33%) foram compensados e o item Habitação do IPCA diminui 2,38% em fevereiro – a maior queda. Por outro lado, o grupo Educação apresentou a maior alta do indicador, com 5,40% de expansão, contribuindo com 0,24 ponto porcentual no índice.

O segundo maior impacto individual veio da gasolina. O preço do litro do combustível ficou 4,10% mais caro para o consumidor, após a aprovação de reajuste de 6,6% para a gasolina e de 5,4% para o diesel vendidos pela Petrobras em 29 de janeiro. Na última terça-feira, a Petrobras anunciou novo reajuste do diesel, de mais 5%, que deve refletir na inflação de março.

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Segundo o IBGE, os preços do litro do etanol subiram 2,16% e do óleo diesel 3,72%. Assim, os combustíveis (3,64%) aliados às tarifas dos ônibus urbanos (0,62%) e aos automóveis novos (0,59%) levaram o grupo Transportes a registrar uma inflação de 0,81% em fevereiro, ante 0,75% em janeiro.

Já o grupo Alimentação e bebidas, que vêm pesando sobre os indicadores de inflação, desacelerou, passando a 1,45% em fevereiro, ante 1,99% em janeiro, com impacto de 0,35 ponto percentual do IPCA do mês e respondendo por 58% do índice. O grupo Despesas Pessoais, ainda segundo o IBGE, registrou alta mensal de 0,57% em fevereiro, bem menor do que o 1,55% visto em janeiro.

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