IA entra na busca da Black Friday, mas consumidor ainda desconfia
Ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude já participam da escolha de produtos, mostra pesquisa da LWSA
A inteligência artificial começa a disputar espaço com marketplaces, buscadores e influenciadores na jornada de compras da Black Friday. Pesquisa da LWSA com a Opinion Box mostra que 13% dos consumidores que pretendem comprar neste ano já apontam ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude entre os lugares onde iniciam a procura por produtos.
Entre esse grupo, 63% dizem usar IA sempre ou frequentemente nas pesquisas. O impacto vai além das conversas com chatbots: resumos produzidos por inteligência artificial em buscadores como Google e Bing influenciam a decisão de compra de 45% dos entrevistados.
A confiança, porém, ainda é um obstáculo. Na mesma pesquisa, 56% dizem que descobrir que uma análise em vídeo foi produzida por IA piora sua percepção sobre a qualidade do conteúdo. Resumos de avaliações feitos por inteligência artificial também reduzem a confiança para 36% dos entrevistados.
A tecnologia entra numa Black Friday cada vez mais longa. Metade dos consumidores começa a procurar ofertas com mais de um mês de antecedência, e 54% planejam distribuir as compras ao longo de novembro. Apenas 20% pretendem concentrar tudo na sexta-feira da promoção.
O levantamento ouviu 1. 044 pessoas entre 31 de julho e 19 de agosto. A amostra inclui exclusivamente consumidores que já afirmam pretender comprar na Black Friday, portanto os percentuais não representam toda a população brasileira.







