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Hyundai produz ix35 com 60% de conteúdo nacional — mas preço não cai

Grupo Caoa, que representa a Hyundai no país, espera produzir 24 mil unidades ao ano que serão vendidas por 94,9 mil reais

Por Da Redação - 18 out 2013, 13h11

A Hyundai Caoa começou a fabricar o utilitário ix35 flex na fábrica de Anápolis (GO). A expectativa da montadora é produzir 24 mil unidades do veículo por ano. O modelo, que era trazido desde o lançamento, em 2010, da Coreia do Sul, passa a ser feito no Brasil atendendo as condições previstas no programa do governo federal Inovar-Auto.

As empresas que se habilitaram ao programa precisam seguir uma série de requisitos de investimentos em tecnologia para ficar fora do aumento de 30 pontos porcentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) anunciado em 2011. De acordo com o presidente do grupo Caoa, Antonio Maciel Neto, o carro produzido em Goiás tem 60% de conteúdo nacional.

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Preço não caiu – Assim como vem acontecendo com praticamente todas as montadoras que tiveram de se adaptar ao Inovar-Auto, o preço do ix35 (94,9 mil reais) não será reduzido. A empresa argumenta que já vinha importando o veículo dentro da cota de importação sem impostos estabelecida pelo Inovar-Auto, e que, por isso, não há espaço para redução de preços. O ix35 flex nacional, que começou a ser vendido na última quarta-feira, vem equipado com rádio FM/AM, CD Player, GPS, Bluetooth, Câmera de Ré, USB, MP3 e entrada auxiliar.

Para incluir a produção do ix35 nas atividades da fábrica de Anápolis foi necessário um investimento de 600 milhões de reais, de acordo com o grupo Caoa. A fábrica, cuja capacidade de produção subiu para 86 mil unidades, já fazia o utilitário esportivo Tucson e os caminhões leves HR e HD 78.

Com os investimentos, o sistema de produção passou a contar com dez robôs, responsáveis pela metade do trabalho de soldagem, uma exigência pelo design do modelo. Uma equipe de engenheiros brasileiros viajou para a matriz da Hyundai na Coreia do Sul para assimilar a tecnologia.

O espaço físico da fábrica, construída há seis anos e meio, foi ampliado em 30 mil m², chegando a um total de 174 mil metros quadrados. Um prédio novo foi erguido para a realização de testes de qualidade em todos os carros fabricados.

Carlos Alberto de Oliveira Andrade, fundador do grupo e atualmente presidente do conselho de administração da companhia, disse ontem que pretender trazer outro modelo da Hyundai ao Brasil, mas a decisão sobre qual será o utilitário ainda não foi fechada. A parceria da Hyundai com a Caoa foi responsável por trazer a marca ao Brasil e atualmente responde pelos veículos produzidos em Goiás e pelos que continuam sendo importados.

(Com Estadão Conteúdo)

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