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HSBC é processado em US$ 9 bilhões por ajudar a captar recursos para Madoff

Advogado das vítimas do gestor já processou o JP Morgan e o UBS

Por Da Redação 6 dez 2010, 11h39

O advogado Irving Picard, que desde 2008 investiga a fraude de 65 bilhões de dólares de Bernard Madoff, processou o HSBC em 9 bilhões de dólares. A acusação é de que o banco britânico ajudou a na captação de investidores para os fundos de Madoff por meio de “criação, venda e apoio a uma rede de dezenas de fundos internacionais alimentadores baseados na Europa, Caribe e América Central”, segundo um comunicado divulgado por Picard.

O processo foi protocolado em Nova York e menciona não só o HSBC, como também outros fundos acusados de alimentar e distribuir os fundos fictícios de Madoff. Entre diretores e gestores processados por Picard estão Sonja Kohn, Mario Benbassat e seus filhos, Genevalor, Albert e Stephane, Bank Medici e Unicredit, de acordo com o texto.

Esse não é o primeiro processo bilionário aberto por Picard. Em novembro, o advogado protocolou outros dois documentos acusando o banco JP Morgan de haver continuado a administrar o dinheiro de Madoff, sabendo das inúmeras suspeitas levantadas em relação ao gestor, e o banco suíço UBS, por ter lucrado em cima dos fundos de maneira substancial, mesmo sabendo que a empresa de investimento de Madoff estava sob investigação. O processo contra o banco americano é de 6,4 bilhões de dólares, enquanto contra o suíço é de 2 bilhões de dólares.

“Se o HSBC e os outros acusados tivessem agido corretamente em relação aos alertas e outros sinais óbvios de fraude, o esquema de pirâmide de Madoff teria entrado em colapso, anos, bilhões de dólares e incontáveis vítimas antes”, afirma Picard no texto.

Caso ganhe todos os processos abertos desde o descobrimento da fraude, Picard conseguirá recuperar dos bancos, gestoras e familiares de Madoff, cerca de 32 bilhões de dólares. Até agora, sua equipe afirma que conseguiu recuperar 1,5 bilhão de dólares.

Bernard Madoff está preso desde dezembro de 2008 e foi condenado a 150 anos de prisão após ter confessado o esquema fraudulento em que captava recursos para alimentar a pirâmide financeira na queal seus fundos se baseavam.

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