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Hernán Lorenzino será o novo ministro da Economia argentino

BUENOS AIRES (Reuters) – A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, nomeou nesta terça-feira o secretário de Finanças do governo, Hernán Lorenzino, para assumir o Ministério da Economia.

Lorenzino, de 39 anos, mantém boas relações com banqueiros e investidores, e é considerado mais simpático aos mercados do que vários outros nomes que eram cotados.

O atual titular da pasta, Amado Boudou, tomará posse como vice-presidente da República no sábado, quando Cristina – reeleita em outubro com 54 por cento dos votos – inicia seu segundo mandato de quatro anos.

O secretário de imprensa da Casa Rosada, Juan Manuel Abal Medina, será o novo chefe de gabinete do governo. Mercedes Marcó del Pont permanecerá como presidente do Banco Central, e Julio De Vido será mantido como ministro do Planejamento, segundo anúncio feito pelo porta-voz presidencial Alfredo Scoccimarro.

O economista Enrique Dentice, da Universidade San Martín, disse que a nomeação de Lorenzino “é excelente para o mercado”.

“Tenho certeza de que isso significa que ele irá explorar os mercados globais, já que foi um ótimo negociador nos últimos anos”, afirmou.

A Argentina não emite títulos internacionais da sua dívida desde a moratória de 100 bilhões de dólares declarada durante a crise financeira de 2001/02.

No ano passado, Lorenzino ajudou a promover uma segunda rodada de troca de títulos, com o objetivo de eliminar títulos caloteados que ainda circulavam. Ele também teve participação importante nas negociações, atualmente paralisadas, sobre o pagamento de 9 bilhões de dólares relativos a títulos vencidos em poder do Clube de Paris (grupo de nações credoras).

(Reportagem de Hilary Burke e Walter Bianchi)