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Helicópteros do Cruzeiro do Sul encalham em leilão

Valor mínimo de 35,45 milhões de reais não teve adesão de interessados

Por Da Redação - 10 Aug 2012, 11h19

Ninguém quis os helicópteros do Banco Cruzeiro do Sul levados a leilão na quinta-feira pelo valor mínimo total de 35,45 milhões de reais. A intenção era levantar recursos para abater um pedaço do rombo da instituição, que está sob intervenção do Banco Central (BC) desde o início de junho. Eram três aeronaves, mas não houve um único lance durante o pregão.

De acordo com executivos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o administrador do Cruzeiro do Sul, os helicópteros serão reavaliados e colocados à venda novamente.

No pregão de quinta-feira, dois Eurocopter EC 145, com capacidade para oito passageiros e dois tripulantes, tiveram o lance mínimo inicial fixado em 16,1 milhões de reais cada um. O valor do terceiro helicóptero, um Esquilo B2, seis lugares, era 3,25 milhões de reais.

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Sob Regime de Administração Especial Temporária (Raet), decretado pelo BC em 4 de junho, o Cruzeiro do Sul tem um rombo da ordem de 2,5 bilhões de reais. Os números precisos devem ser divulgados na semana que vem.

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Investidores de dois fundos do Cruzeiro do Sul – BCSul Verax 5 Platinum e BCSul Verax Equity – realizaram na quinta-feira assembleia para decidir o que farão, visto que há dúvidas sobre o lastro de ambos. Todo o patrimônio – cerca de 450 milhões de reais – está aplicado na Patrimonial Maragato, uma empresa que pertence aos antigos controladores do Cruzeiro do Sul. A comissão criada para analisar o problema terá agora mais 20 dias para obter informações. Os cotistas voltarão a se reunir no dia 29 de agosto.

(Com Agência Estado)

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