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Os bilionários russos que perderam lugar na lista das maiores fortunas

No ano passado, lista da Forbes continha 117 russos, contra 83 este ano; ao todo, cada um deles perdeu, em média, 2 bilhões de dólares no período

Por Larissa Quintino Atualizado em 5 abr 2022, 16h46 - Publicado em 5 abr 2022, 16h14

Além de contar pela primeira vez com Elon Musk no topo e com a estreia dos irmãos brasileiros da Brex, a lista de bilionários da revista ‘Forbes’ tem, neste ano, menos russos do que no ano passado. Segundo a publicação, há 83 bilionários russos, 34 a menos que no ano passado.

A ‘Forbes’ afirma que os nomes que permaneceram na lista viram sua fortuna cair ou estagnar na edição de 2022 da publicação. Ao todo, os super-ricos da Rússia têm, juntos, 320 bilhões de dólares. O valor representa uma queda de 45% em relação aos 548 bilhões de dólares da listagem anterior. Entre os russos que deixaram o ranking estão o banqueiro russo Oleg Tinkov e Arkady Volozh, da Yandex, a gigante de tecnologia russa que opera um aplicativo de transporte similar ao Uber.

A queda na riqueza dos russos tem ligações diretas com a empreitada militar de Vladimir Putin na Ucrânia e, consequentemente, com as sanções do Ocidente contra os oligarcas. Os governos ocidentais dificultaram negócios com empresas russas e também focaram na apreensão de bens como jatinhos e iates de bilionários como forma de minar o apoio da elite econômica russa a Putin.

De acordo com a Forbes, os bilionários perderam em média, 27% de sua riqueza – 2 bilhões de dólares – cada um desde o ano passado. Seis magnatas viram sua riqueza cair em uma soma de bilhões de dólares de dois dígitos: Leonid Mikhelson (queda de 10,9 bilhões de dólares), Alexey Mordashov (15,9 bilhões de dólares), Gennady Timchenko (10,7 bilhões de dólares), Vagit Alekperov (14,4 bilhões de dólares), Suleiman Kerimov (11,4 bilhões de dólares) e Tatyana Bakalchuk (10,9 bilhões de dólares).

Enquanto isso, no ano passado, a Rússia cunhou apenas dois novos cidadãos bilionários: Denis Sverdlov, da startup EV Arrival, com sede em Londres, e Egor Kulkov, um dos primeiros parceiros da Pharmstandard, uma empresa farmacêutica com sede em Moscou, e agora investidor na CMR Surgical, uma fabricante de cirurgiões-robôs que arrecadou 600 milhões de reais em financiamento em 2021.

Brasileiros

O empresário Jorge Paulo Lemann, 82, é o brasileiro mais rico, com uma fortuna avaliada em 15,4 bilhões de dólares. Lemann é dono da cervejaria Ambev, das marcas Brahma e da Skol, e sócio da 3G Capital, de investimentos. No ranking mundial, ele ocupa a 117ª posição. É o segundo ano seguido em que Lemann lidera a lista nacional, mas no ano passado sua fortuna era maior, de 16,9 bilhões de dólares, e ele ocupava a 114ª colocação no mundo.

Ao todo, há 62 brasileiros na lista dos bilionários, entre eles estão os irmãos Pedro Franceschi, 25, e Henrique Dubugras, 26,  cofundadores da startup norte-americana Brex, de cartões de créditos para empresas. Segundo o levantamento, cada um deles tem patrimônio de 1,5 bilhão de dólares.

Além de Lemann, estão na lista Eduardo Saverin (do Facebook), os irmãos Safra e Luciano Hang, dono da Havan. Confira o top 10 da fortuna dos brasileiros:

Jorge Paulo Lemann e família (Ambev/3G Capital): US$ 15,4 bilhões
Eduardo Saverin (Facebook): US$ 10,6 bilhões
Marcelo Hermann Telles (Ambev): US$ 10,3 bilhões
Jorge Moll Filho e família (Rede D’Or): US$ 9,8 bilhões
Carlos Alberto Sicupira e família (Ambev): US$ 8,5 bilhões
Irmãos Safra (banco Safra): US$ 7,7 bilhões
Lucia Maggi e família (Amaggi, de soja e outras commodities): US$ 6,9 bilhões
André Esteves (banco BTG Pactual): US$ 5,8 bilhões
Alexandre Behring (3G Capital): US$ 5,1 bilhões
Luciano Hang (Havan): US$ 4,8 bilhões

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