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Guedes aproveita convocação para apelar por reformas na Câmara

Em audiência para prestar esclarecimentos sobre offshore, ministro não abre dados sobre a conta a deputados e usa tempo para pedir andamento da agenda

Por Victor Irajá
Atualizado em 23 nov 2021, 13h45 - Publicado em 23 nov 2021, 13h29

Convocado à Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público para dar explicações sobre a offshore que mantém no exterior, o ministro da Economia, Paulo Guedes, compareceu a uma sessão inócua. Nada novo foi abordado, nem por governistas, que elogiavam a gestão do ministro, tampouco pela oposição, que prestou-se a atacar, não indagar. Em audiência nesta terça-feira, 23, o ministro respondeu às questões listadas pelos parlamentares e, ironicamente, limitou-se a dar respostas atravessadas às críticas — sem chamar ninguém de “tchutchuca. Curvando-se sobre a bancada enquanto apertava os próprios dedos, o ministro segurou-se para não responder de forma agressiva às acusações de que, deliberadamente, operou pela valorização do dólar para lucrar com sua conta no exterior.

Enquanto defendia-se de que não sabe das movimentações feitas internamente pelos gestores dos ativos no exterior, o ministro afirmou que “suas mãos não chegam lá”, em referência à operação dos investimentos no exterior e que, quando abriu a conta, não fazia ideia de que, um dia, seria ministro da Economia — tampouco que uma pandemia atingisse o país durante sua gestão. Mas, aproveitando a ida à Câmara, o ministro deixou alguns recados. Enquanto o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), falava à GloboNews que a reforma administrativa estaria encalacrada na Casa, o ministro usou o tempo de escrutínio de suas contas para apelar pela continuidade da agenda de reformas — especificamente, sobre a PEC dos Precatórios e as reformas administrativa e do Imposto de Renda.

Offshore

Ao coro dos governistas, Guedes, mais uma vez, defendeu ser inoportuna a acusação de que ele deliberadamente atuou pela valorização do dólar frente ao real para enriquecer, usando como argumento, inclusive, o projeto de autonomia do Banco Central, defendido e aprovado pela máquina governista. O ministro afirmou ainda que não abriria seus investimentos a qualquer deputado, por temer por sua segurança, mas aos órgãos competentes que solicitassem.

Os deputados de oposição argumentaram, então, pela manutenção das contas por parte da esposa de Guedes, Maria Cristina Guedes, e sua filha, Paula Guedes. O ministro respondeu que são ativos da família — dos quais está afastado. Mas não é só isso. Em conversas privadas, o ministro admite que está sujeito a questionamentos por parte de entes da federação, mas irrita-se quando o nome de familiares é levado às discussões. A aliados, ele já admitiu que este, talvez, fosse o limite para que permanecesse no cargo. Depois de protelar a ida ao Congresso Nacional, Guedes saiu cansado da Câmara. E os parlamentares, sem nada novo em relação às informações desejadas.

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