Grupo Protege investe 2,7 milhões de reais para enfrentar crime digital
Empresa de transporte de valores reforça cibersegurança de operação que reúne 12 mil funcionários e mais de 60 unidades
Conhecido pela segurança física e pelo transporte de valores, o Grupo Protege está direcionando parte de seus investimentos para uma ameaça cada vez menos visível. A companhia desembolsou 2,7 milhões de reais em um projeto de cibersegurança para proteger uma operação que funciona 24 horas por dia, reúne mais de 12 mil funcionários e inclui também sua fintech.
A mudança acompanha, segundo a própria empresa, uma transformação no perfil das ameaças. “A continuidade dos nossos negócios depende diretamente da agilidade e da qualidade da segurança digital, especialmente diante da migração dos criminosos do ambiente físico para o cibernético”, afirma Ivan Burti, gerente de Segurança da Informação do Grupo Protege.
Entre os riscos que entraram no radar da companhia estão ataques de ransomware, vazamento de dados e tentativas de transferência indevida de valores.
O projeto está sendo implantado em parceria com a AK Networks e utiliza tecnologia da Zscaler. O modelo substitui parte das ferramentas anteriores e adota uma arquitetura de “zero trust”, na qual usuários, equipamentos e conexões precisam ser continuamente validados para acessar os sistemas.
Mesmo antes da conclusão da implantação, a Protege calcula ter obtido cerca de 600 mil reais em ganhos com redução de licenças e substituição de tecnologias antigas. A estimativa é chegar a uma economia acumulada de 1,5 milhão de reais até o fim do projeto.
A estrutura também prevê bloqueio de sites considerados de risco, inspeção de tráfego criptografado e mecanismos destinados a impedir o compartilhamento indevido de informações sensíveis.





