Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Grupo conclui revisão na Grécia e ajuda será liberada

Segundo comunicado, foi fechado um acordo entre inspetores e autoridades gregas

Por Da Redação 11 out 2011, 10h02

O grupo de inspetores internacionais reconhece no relatório que a Grécia não conseguirá atingir a meta de redução do déficit em 2011

A comissão de inspetores internacionais que avalia as medidas de austeridade adotadas pela Grécia divulgou nesta terça-feira um comunicado no qual afirma que concluiu a quinta revisão do plano de resgate e que a próxima parcela do pacote, de 8 bilhões de euros, deve ser liberada no começo de novembro.

A liberação da parcela só será autorizada após o grupo de ministros de Finanças da zona do euro e a diretoria do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovarem o relatório da comissão de inspetores. Segundo o documento divulgado, foi fechado um acordo com as autoridades gregas sobre as políticas econômicas e financeiras necessárias para colocar o programa econômico do governo de volta nos eixos.

O grupo de inspetores internacionais reconhece no relatório que a Grécia não conseguirá atingir a meta de redução do déficit em 2011, mas diz que as medidas adicionais adotadas pelos gregos para 2012 são adequadas, e que a meta de um déficit de 14,9 bilhões de euros será atingida. A comissão afirma ainda que a recessão da economia grega deve ser mais forte do que o previsto anteriormente e que a recuperação só deve começar a partir de 2013.

Na questão das privatizações, a comissão elogia a criação de um fundo de privatização gerido profissionalmente. Entretanto, afirma que os atrasos na preparação dos ativos destinados a privatização farão com que as receitas obtidas com essas vendas sejam significativamente menores em 2011. Os inspetores também informam que os bancos gregos melhoraram suas bases de capital, por meio do setor privado.

Enquanto inspetores da União Europeia e do FMI finalizavam sua visita em Atenas, manifestantes bloqueavam entradas aso ministérios e faziam protestos nas ruas.

Leia mais

crise do euro

(Com Agência Estado)

Continua após a publicidade
Publicidade