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Greve no Porto de Santos afeta pelo menos 15 navios

Funcionários da Companhia Docas do Estado de São Paulo convocaram uma paralisação de 24 horas

A área de atracação do porto está paralisada

Uma paralisação de empregados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o Porto de Santos, afetou, nesta segunda-feira, a atracação ou a partida de pelo menos 15 navios. A greve, iniciada às 6h, foi convocada por 24 horas. Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, a adesão à paralisação é praticamente total, mobilizando cerca de mil trabalhadores representados pelo sindicato. Estão em greve empregados administrativos e de unidades de fiscalização e de atracação, além de escriturários e eletricistas. “Só estão trabalhando os funcionários de atividades essenciais, como bombeiros e agentes da guarda portuária”, informou Santos.

De acordo com o presidente do Sindicato, a greve é um protesto pelo descumprimento do último acordo coletivo da categoria. Ele disse que o acordo com a Codesp previa reajuste dos salários, tratamento igualitário entre a remuneração dos novos funcionários e dos antigos e adoção de auxílios. A Adesp confirma que a área de atracação do porto está praticamente parada. Em nota, a companhia afirma que submeteu a proposta do acordo coletivo ao ministério do Planejamento, mas “a pasta federal, entretanto, não autorizou algumas das cláusulas apresentadas”.

Quanto ao tratamento igualitário para os novos funcionários, a Codesp diz que propôs ao Planejamento a suspensão da distinção e que, “em momento algum deixou de cumprir o que propôs ao Sindaport”. A companhia afirma ainda que o índice de reajuste salarial, de 9,643%, foi aceito pelos empregados.

(com Agência Estado)