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Greve dos estivadores pegou o governo de surpresa

Apesar das ameaças desde o início desta semana, Leônidas Cristino, ministro da Secretaria dos Portos, diz que paralisação não estava prevista pelo Planalto

O ministro-chefe da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino, disse nesta sexta-feira que o governo federal aceita negociar com os sindicatos a medida provisória 595, a MP dos portos, que estabelece um novo marco regulatório para o setor, mas garantiu que a “essência” do texto será mantida. Cristino também afirmou que o governo foi “surpreendido” com a paralisação desta sexta-feira e que os trabalhadores concordaram em suspender as greves até 15 de março, quando esperam concluir as negociações com o Palácio do Planalto.

“Abrimos canal de negociação desde a semana passada e hoje fomos surpreendidos com essa greve em quase todos os portos brasileiros, mas depois dessa reunião entramos num acordo com todas as federações e centrais, para que a greve não aconteça até 15 de março. Vamos ampliar cada vez mais essa mesa de negociação no sentido de que chegue ao consenso e possa essa MP tramitar no Congresso”, disse o ministro ao deixar o Palácio do Planalto.

De acordo com a Força Sindical, as paralisações que ocorreram na manhã desta sexta-feira no País atingiram 30 mil trabalhadores de 36 portos, entre eles o de Santos (SP) e o de Paranaguá (PR).

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Pela manhã, estiveram reunidos no Palácio do Planalto o ministro de Portos, técnicos da Casa Civil e representantes da Federação Nacional dos Estivadores, da Federação Nacional dos Portuários e da Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios, Nas Atividades Portuárias (Fenccovib).

De acordo com Cristino, assim como os trabalhadores e os empresários, o governo quer dar eficiência aos portos. “Se todos queremos, vamos chegar ao ponto para que a MP seja aprovada. A essência da MP vamos trabalhar sempre para preservar. Não temos interesse de mudar a essência, porque a essência demonstra com muita clareza que vai ampliar a movimentação de carga com o menor preço.”

(Com Estadão Conteúdo)