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Greve dos caminhoneiros: o que se sabe até agora sobre a paralisação

Chorão, líder da categoria, convocou caminhoneiros para cruzar os braços e condiciona fim do movimento à votação da MP do Piso do Frete no Senado

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jul 2026, 10h25 | Atualizado em 13 jul 2026, 13h44
Greve dos caminhoneiros: o que se sabe até agora sobre a paralisação Priorizar nos meus resultados Google

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão, convocou uma paralisação nacional de caminhoneiros a partir desta segunda-feira, 13. O movimento pressiona o Senado Federal a votar a Medida Provisória do Piso do Frete antes que ela perca a validade, no próximo dia 16 de julho. Embora a greve tenha sido anunciada, ainda há dúvidas sobre sua adesão e sobre os próximos passos da negociação. Enquanto isso, o governo Lula monitora a manifestação, tentando evitar uma paralisação nacional como ocorreu em 2018.

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Por que os caminhoneiros ameaçam parar?

O estopim da mobilização é a tramitação da Medida Provisória nº 1.343/2026, conhecida como MP do Piso do Frete. Segundo a categoria, a proposta é essencial para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário e impedir que embarcadores e transportadoras contratem serviços abaixo dos valores definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O que prevê a MP do Piso do Frete?

A medida provisória endurece as regras de fiscalização do piso mínimo do frete e amplia os mecanismos para punir empresas que descumprirem a tabela definida pela ANTT. Na avaliação dos caminhoneiros, a proposta é necessária para garantir rentabilidade principalmente aos profissionais autônomos e aos veículos de menor porte. A MP foi publicada pelo governo em março, junto com uma outra medida de subvenção ao diesel, para conter os efeitos do combustível devido a guerra no Oriente Médio.

Por que a votação virou um impasse?

A MP já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas ainda precisa ser votada pelo plenário do Senado até 16 de julho para não perder a validade. Até o momento, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não incluiu a proposta na pauta de votações. Em entrevista a VEJA na última sexta-feira, Chorão atribuiu a demora a uma disputa política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Alcolumbre. Segundo ele, após divergências entre os dois em torno da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, projetos do governo teriam deixado de avançar no Senado. A afirmação é do presidente da Abrava.

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A greve já começou?

Chorão convocou a paralisação para a madrugada desta segunda-feira e afirmou que o movimento poderá atingir portos e rodovias em todo o país. Segundo ele, a categoria aguarda uma sinalização do Senado até terça-feira. Caso a votação não avance, a tendência, segundo o dirigente, é de ampliação da mobilização.

A paralisação deve ter grande adesão?

Ainda não há estimativas oficiais. Em entrevista a VEJA na última semana, Chorão afirmou acreditar que cerca de 60% da categoria apoiaria uma greve caso a medida provisória não seja votada antes do vencimento. Ele também afirmou que os caminhoneiros estariam mais organizados do que na greve de 2018.

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O que pode acontecer se a MP perder a validade?

Caso o Senado não vote a proposta até 16 de julho, a medida provisória perderá a eficácia. Segundo Chorão, isso aumentaria significativamente a pressão por uma paralisação nacional. Na avaliação do dirigente, sem as mudanças previstas na MP, o transporte rodoviário se torna economicamente viável apenas para caminhões de maior porte, o que prejudicaria parte dos transportadores autônomos.

O que acontece agora?

O prazo é curto. O Senado tem até 16 de julho para votar a medida provisória. Depois dessa data, caso não seja aprovada, ela perde a validade. Enquanto isso, a categoria mantém a convocação para a paralisação e condiciona o encerramento do movimento à votação da proposta pelos senadores.

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