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Greve de metrô gera caos no trânsito de SP e revolta usuários

Por Da Redação - 23 maio 2012, 11h46

São Paulo, 23 mai (EFE).- A greve dos trabalhadores do metrô e dos trens metropolitanos de São Paulo, que foi iniciada nesta quarta-feira para cobrar melhores condições salariais, provocou um grande caos no trânsito da maior cidade brasileira, além de muitos incidentes entre a polícia e os usuários revoltados.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a cidade registrava 135 quilômetros de engarrafamentos nesta manhã.

A grande confusão gerada e as manifestações de revolta por parte da população, que organizou bloqueios com pneus, pedras, restos de lixo e pedaços de madeira, impediram que os ônibus disponíveis pelo governo municipal pudessem suprir a ausência do metrô e dos trens.

Os sindicatos do Metrô e da Companhia de Trens Metropolitanos reivindicam um reajuste salarial de 5,13%, enquanto o oferecido é de apenas 1,5%. Segundo o governo regional, os promotores da greve de estão fazendo um ‘jogo político’, já que as eleições municipais serão realizadas em outubro.

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A greve ‘é promovida por um grupelho radical com motivação político-eleitoral, prejudicando à população e descumprindo com a Justiça’, assinalou o governador Geraldo Alckmin, que ressaltou que os grevistas descumprem uma decisão da Justiça do Trabalho ao não manter a operação do Metrô em 100% de sua capacidade no horário de pico.

Segundo as autoridades municipais, que suspenderam o rodizio de carros nesta quarta, a paralisação de quatro das cinco linhas do metrô e de dois sistemas de trens metropolitanos afetaram 6 milhões de usuários diretamente.

Na estação Corinthians Itaquera houve confrontos entre um grupo de estudantes que apoia a greve e agentes da polícia. Apesar da situação de revolta por parte da população, apenas uma mulher foi detida, de acordo com as informações da Polícia Militar de São Paulo. EFE

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