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Greve de caminhoneiros causa prejuízo de R$ 3,15 bi ao setor de aves

Associação calcula perdas com paralisações e afirma que suspensão de atividades durante as manifestações gerará custos extras às empresas

A paralisação dos caminhoneiros, que durou 11 dias, gerou prejuízo de 3,15 bilhões de reais ao setor de aves, suínos, ovos e material genético. O cálculo é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que informou que todas as 167 unidades frigoríficas que haviam suspendido a produção durante a greve retomaram as atividades nesta semana.

No período das manifestações, a entidade alertou que os bloqueios impediam a circulação de caminhões com rações e insumos para a produção da alimentação animal causando a morte de cerca de 70 milhões de aves por falta de alimentos. À época, a estimativa era que cerca de 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos estariam em risco de morte como consequência direta dos bloqueios. 

Com o fim da greve, esses animais deixaram de correr risco, já que o fluxo de ração no campo voltou aos níveis normais. A expectativa agora é que a produção do setor volte à normalidade em cerca de 60 dias.

“A reorganização da cadeia produtiva e da distribuição de produtos após a suspensão das atividades durante a greve gerará custos extras ao setor”, diz a entidade em nota. “Em outras palavras, até que se restabeleça toda a sistemática setorial, ficará mais caro às indústrias produzir cada quilo de carnes e cada unidade de ovo”, complementa.

Para a ABPA, haverá a necessidade de aumento da oferta de linhas de crédito para a manutenção da retomada da cadeia agroindustrial.

“Neste contexto, a ABPA manifesta sua preocupação com a elevação dos custos produtivos devido à forte alta dos preços do milho e da soja (que oneravam a produção de proteínas antes da greve dos caminhoneiros) e ao estabelecimento da tabela de frete mínimo. Por serem setores intensivos em uso rodoviário (com transporte de animais vivos, ração, insumos e outros) a avicultura e a suinocultura serão fortemente impactadas pelos novos custos logísticos”, afirma a entidade.

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