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Greve de auditores paralisa indústrias de Manaus

Por AE

São Paulo – Um em cada três fabricantes de produtos eletroeletrônicos da Zona Franca de Manaus está com alguma linha de produção totalmente ou parcialmente parada por falta de insumos importados, que estão retidos no porto e aeroporto da região. Desde o dia 18 de junho, os auditores fiscais da Receita Federal iniciaram um movimento de operação padrão nas aduanas de todo o Brasil, para pressionar o governo a conceder reajuste de 30,19% nos salários da categoria.

Os auditores fiscais estão checando com rigor todas as cargas que “caem” nos canais amarelo e vermelho de exportação e importação. Normalmente, os produtos passam por checagem de documentação, mas nem sempre pela conferência física da carga. Com isso, o tempo médio para liberação das mercadorias passou de um para quatro ou cinco dias, chegando em alguns casos a demorar até mais, principalmente nos portos.

A operação padrão afeta diretamente as atividades do polo industrial de Manaus, já que praticamente toda a sua produção depende da importação de insumos. “Pelo menos 10% de todo processo de importação tem dado canal vermelho e amarelo, e o tempo de inspeção está sendo realmente muito longo”, diz Wilson Périco, presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam).

A consequência, segundo ele, é que algumas empresas chegam a ficar com linhas de produção paradas por até quatro dias, devido à falta de insumos. “O setor eletroeletrônico não tem mais estoque e depende da liberação de componente pelos auditores fiscais”, explica o executivo. Até agora, o governo não fez nenhuma proposta aos auditores fiscais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.