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Greve ameaça economia de 700 milhões de reais prevista no socorro aos Correios

Mudança no plano de saúde deveria gerar redução de despesas em 2027, mas estudo de novo modelo só começa após acordo com funcionários e pode levar quatro meses

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 set 2026, 16h00
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A greve nacional dos Correios iniciada nesta sexta-feira atingiu em cheio uma das principais premissas do plano de recuperação da estatal: a previsão de economizar 700 milhões de reais por ano, a partir de 2027, com a reestruturação do plano de saúde dos funcionários.

O calendário já começa a ficar apertado. Na proposta apresentada aos trabalhadores, os Correios preveem criar um grupo para estudar alternativas ao atual modelo de assistência à saúde. O grupo teria até 120 dias para apresentar uma conclusão — mas o prazo só começa a contar depois da assinatura do acordo coletivo.

O problema é que foi justamente a saúde que ajudou a derrubar o acordo e levou os funcionários à greve. Os trabalhadores resistem, entre outros pontos, à retirada da garantia de que os Correios permanecerão como mantenedores do plano. Sem acordo, o cronograma para a mudança ainda nem começou.

Mesmo que uma composição fosse fechada imediatamente, quatro meses empurrariam a conclusão dos estudos para janeiro de 2027. Depois disso, uma eventual alteração ainda dependeria de avaliações técnicas, jurídicas, atuariais e econômico-financeiras, além das aprovações internas necessárias.

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A economia de 700 milhões de reais é uma das medidas consideradas economicamente mais relevantes no plano de reestruturação acompanhado pelo Tribunal de Contas da União. A própria Corte já havia feito uma ressalva importante: a projeção de economia não estava amparada por estudos atuariais quando foi analisada pelo tribunal.

O impasse chega justamente quando os Correios buscam mais dinheiro para atravessar a crise. A estatal pediu ao Tesouro Nacional garantia para contratar um novo empréstimo de 7 bilhões de reais, depois dos 12 bilhões obtidos no fim de 2025. O TCU já alertou para os riscos fiscais de um eventual descumprimento significativo do plano de recuperação e determinou acompanhamento de sua execução.

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