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Grécia vive dia de greve geral contra demissões

Centrais sindicais convocaram protestos contra as demissões promovidas pelo governo, uma exigência de um novo acordo com a a zona do euro e o FMI

Por Da Redação 16 jul 2013, 06h40

Os trabalhadores gregos foram convocados pelas duas principais centrais sindicais do país – a do setor público (ADEDY) e a do setor privado (GSEE) – a fazer mais uma greve geral nesta terça-feira, desta vez contra a demissão de funcionários públicos prevista por um novo acordo com a Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, a chamada troika.

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O transporte deverá ser amplamente afetado durante os atos, já que as ferrovias não funcionarão e os controladores aéreos não trabalharão entre o meio-dia e as 16 horas (10 horas em Brasília). Por conta desta paralisação, um total de 30 voos sofrerão atrasos e outros 11 foram cancelados, todos eles da companhia grega Olympic Air e com saídas de Atenas, informaram fontes do aeroporto da capital e de Aviação Civil.

No início da manhã, a polícia fechou três estações de metrô no centro de Atenas para dificultar o acesso dos manifestantes ao Parlamento, cujo plenário começará nesta terça a debater a lei ônibus que inclui as demissões dos funcionários públicos. Os jornalistas farão greve de meia-jornada, enquanto os médicos iniciaram uma paralisação de 48 horas, nas quais só trabalharão em casos de urgência.

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Os funcionários municipais, que estão em greve desde a última semana, deverão seguir paralisados por mais um dia. Diversos serviços na capital grega, como o de coleta de lixo, não funcionam há vários, e o lixo acumulado já pode ser visto em diversas ruas.

Adesão – As últimas greves na GRécia tiveram consequências limitadas, tendo em vista que o setor público adere em uma escala maior que o privado, que costuma manter os comércios abertos.

O governo negociou com a troika a demissão de 4 000 funcionários públicos para este ano e a passagem de 25 000 ao esquema de reserva laboral, na qual receberão 75% de seu salário durante 8 meses. Se nesse período o mesmo não for realocado, será despedido em definitivo.

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Além da greve geral de desta terça-feira, novas manifestações já estão convocadas para quarta, dia em que a lei ônibus deverá ser votada.

(Com agência EFE)

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