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Grécia vai reabrir bancos na segunda, confirma ministro

Apesar da medida, o limite de saques será mantido em 60 euros por dia

Por Da Redação - 17 jul 2015, 06h33

O ministro adjunto de Finanças da Grécia, Dimitris Mardas, anunciou nesta sexta-feira que os bancos do país serão reabertos na próxima segunda, permitindo uma série de operações restritas durante o feriado bancário que já dura 19 dias.

O fechamento dos bancos aconteceu no auge do impasse sobre a dívida grega e busca impedir que o sistema bancário do país, que não conta recursos suficientes para manter a liquidez, entre em colapso. Embora a crise continue, o histórico acordo com os credores fechado na última segunda e aprovado no Parlamento grego na quarta afastou a possibilidade de saída da Grécia da zona do euro e acalmou a situação.

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Em entrevista à emissora Skai, Mardas ressalvou que a reabertura não implica a suspensão de todas as restrições. O limite de retiradas em caixas eletrônicos, por exemplo, será mantido em 60 euros por dia. Por outro lado, os gregos poderão ter acesso aos depósitos a prazo. Ou seja, poderão utilizar parte ou todo o dinheiro de suas contas para pagamentos por transações eletrônicas ou nos guichês, desde que a operação seja feita dentro do mesmo banco.

Também será possível compensar cheques e, a partir desta sexta, resgatar os que venceram durante os dez dias úteis em que os bancos permaneceram fechados no país. Os pagamentos por meio de cheque são muito habituais no comércio grego, que durante o período do feriado bancário não pôde depositar esse dinheiro nas contas.

O ministro adjunto também explicou que após o fim do feriado bancário os saques poderão ser feitos de forma acumulada para evitar filas, com um máximo de 300 euros a cada cinco dias úteis. Serão mantidas sem mudanças todas as limitações nas transferências ao exterior que não forem autorizadas por uma comissão especial.

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A decisão de prolongar o feriado bancário por mais três dias foi tomada depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter aumentado o limite máximo de crédito de emergência para 900 milhões de euros.

Novo empréstimo – Nesta quarta-feira, a Comissão Europeia propôs aos 28 países membros da União Europeia a concessão imediata à Grécia de um empréstimo de 7 bilhões de euros para resolver a crise financeira do país pelo menos no mês de julho. O montante viria de um fundo do bloco que já foi usado para socorrer países como Portugal e Irlanda. No dia 20 de julho, a Grécia terá que pagar uma dívida de 3,5 bilhões de euros para o Banco Central Europeu, além de já estar devendo cerca de 2 bilhões de euros para o Fundo Monetário Internacional (FMI).

(Com agência EFE)

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