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Grécia se apressa para atender exigências de credores

Por Da Redação 14 fev 2012, 09h38

ATENAS, 14 Fev (Reuters) – O governo grego se apressou nesta terça-feira para aprovar outro corte de 325 milhões de euros no orçamento para satisfazer os ministros das Finanças da zona do euro, que estudam a aprovação de um pacote de resgate para salvar o país de um default caótico.

Pressionados entre capitais europeias céticas e forte revolta na Grécia, líderes políticos devem também produzir compromissos por escrito para aderir aos termos do resgate de 130 bilhões de euros (172 bilhões de dólares), antes do encontro dos ministros na quarta-feira.

Um funcionário do governo afirmou que o gabinete já tem uma proposta na mesa e que o primeiro-ministro, Lucas Papademos, liderará uma sessão do governo às 11 horas (horário de Brasília).

“Há uma proposta específica feita pelo governo para os 325 milhões de euros, que será apresentada ao Eurogroup amanhã”, afirmou o funcionário à Reuters, pedindo para não ser identificado.

Um segunda fonte do governo disse: “O governo terá uma solução antes do Eurogroup (encontro dos ministros das Finanças da zona do euro).”

Parlamentares gregos aprovaram 3,3 bilhões de euros em cortes de salários, aposentadorias e empregos no domingo, apesar do tumulto nas ruas da capital, Atenas.

A violência foi a pior em anos, com dezenas de edifícios incendiados, danificados ou saqueados.

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Mas o projeto deixou sem explicação 325 milhões de euros em cortes que a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) querem esclarecer antes de aprovar o resgate.

Não houve um sinal imediato de que os líderes políticos registrariam por escrito uma garantia de que vão implementar os termos do resgate antes e depois das eleições esperadas para abril.

Antonis Samaras, líder do partido conservador Nova Democracia e membro da coalizão, assumiu uma posição mais linha-dura em relação às medidas de austeridade do que outros na coalizão.

Ele é o favorito para se tornar primeiro-ministro em abril e, embora tenha votado “sim” no Parlamento no domingo e expulsado do partido um quarto dos seus deputados por se rebelarem, indicou que tentaria renegociar os termos do resgate.

Há uma dúvida crescente entre os credores internacionais da Grécia de que o país -ameaçado por uma profunda agitação social- esteja disposto e seja capaz de passar por uma segunda rodada de austeridade punitiva desde 2010.

A Grécia precisa de financiamentos para evitar um calote desordenado quando 14,5 bilhões de euros em pagamentos de dívida vencerem em 20 de março.

(Reportagem de Lefteris Papadimas; reportagem adicional de Karolina Tagaris, Dina Kyriakidou, Ingrid Melander e Tatiana Fragou em Atenas, Sophie Sassard em Londres, Philipp Halstrick em Frankfurt e Brian Rohan em Berlim)

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