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Grécia pede novo empréstimo para a União Europeia

Pedido foi enviado por meio de carta ao Mecanismo de Estabilidade Europeu; valor do empréstimo solicitado não foi divulgado, mas Grécia se comprometeu a implementar reformas

Por Da Redação 8 jul 2015, 09h13

O governo da Grécia apresentou formalmente nesta quarta-feira um novo pedido de empréstimo de três anos pelo Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE). Se for aceito, este será o terceiro pacote de resgate concedido ao país – o segundo expirou na semana passada. No documento enviado ao órgão, não foi especificado o valor do financiamento a ser acertado.

Na carta enviada à entidade, o governo grego promete implementar reformas tributária e previdenciária no país e honrar suas obrigações financeiras. Embora não tenha detalhado as medidas que visa adotar para receber em troca o auxílio, o governo comandado pelo premiê, Alexis Tsipras, comprometeu-se a fazer isso até esta quinta-feira.

O MEE confirmou que recebeu o pedido da Grécia nesta quarta. Agora, a solicitação será analisada em nível técnico em uma teleconferência do chamado Grupo de Trabalho do Euro, segundo indicou Michel Reijns, porta-voz do presidente do Eurogrupo (formado pelos ministros de Economia e Finanças da zona do euro), Jeroen Dijsselbloem, em sua conta oficial no Twitter.

Reijns também destacou que nesta quarta não será realizada uma teleconferência do Eurogrupo, como estava prevista.

O pedido ainda terá que ser examinado pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) – credores da Grécia – para determinar se entranha um risco para a zona do euro, a sustentabilidade da dívida e as necessidades concretas de capital, segundo explicaram fontes europeias.

Uma vez realizada esta primeira avaliação e caso se decida abrir de forma definitiva o processo para um terceiro resgate, a proposta voltará ao MEE que elaborará um memorando de entendimento com as condições da ajuda, ou seja, as medidas que a Grécia deverá adotar em troca do apoio.

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Em seguida, o Eurogrupo e os líderes comunitários precisam dar sinal verde para, só então, os parlamentos nacionais aprovarem o programa antes que o primeiro desembolso possa ser efetivado.

Neste sábado será realizada em Bruxelas uma nova reunião extraordinária do Eurogrupo e no domingo se reunirão os líderes do euro e da União Europeia em duas cúpulas consecutivas.

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(Da redação)

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