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Grécia fecha acordo sobre recapitalização de bancos

Por Angeliki Koutantou e George Georgiopoulos

ATENAS, 4 fev (Reuters) – A Grécia anunciou no sábado que chegou a um acordo com os credores internacionais sobre a forma de recapitalizar seus bancos, porém ainda existem questões a serem resolvidas relacionadas à reforma trabalhista e a novos cortes de gastos.

O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, descreveu uma conferência telefônica com colegas da zona do euro neste sábado como “muito difícil” e disse que as negociações sobre um plano de resgate à Grécia devem ser concluídas no domingo à noite.

“Há uma grande impaciência e grande pressão não somente das três instituições que formam a troika mas também dos Estados integrantes da zona do euro, cada um deles com seus próprios critérios, seus próprios problemas, suas próprias prioridades”, afirmou ele aos repórteres.

O governo da Grécia faz um esforço para selar um acordo com credores sobre um pacote de resgate de 130 bilhões de euros antes de iniciar a difícil tarefa de convencer líderes políticos desconfiados a apoiarem as reformas dolorosas adicionais envolvidas.

À beira da falência, Atenas deve encerrar as negociações com credores estrangeiros sobre o resgate e obter a aprovação política a ele para garantir que fundos comecem a escoar em tempo para o país pagar os 14,5 bilhões de euros em títulos com vencimentos em meados de março.

Mas as negociações com sua “troika” de credores internacionais são difíceis por conta das exigências deles para que o governo reduza custos trabalhistas removendo bônus de férias e diminuindo o salário mínimo – propostas que são fortemente opostas por líderes de partidos políticos gregos.

Cada vez mais frustrados com a incapacidade de Atenas de executar as reformas necessárias para estimular a economia grega atingida pela recessão, credores estrangeiros exigiram provas do compromisso do país com os cortes de gastos antes de distribuir mais dinheiro.

Eles querem que todos os chefes políticos do país – que estão ansiosos em não ser diretamente relacionados com as dolorosas reformas enquanto se preparam para eleições em abril – apoiem as medidas, independentemente dos resultados nas urnas.

“Os líderes políticos gregos devem oferecer seu compromisso com o programa”, disse uma fonte próxima aos credores. “Não serão aprovados mais empréstimos se não o fizerem”.