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Grécia e bancos privados não conseguem chegar a acordo sobre perdão

Negociações em torno da troca de títulos e do perdão da dívida serão retomadas na semana que vem

Por Da Redação - 13 jan 2012, 12h45

A reunião entre o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, e o diretor do Instituto Internacional de Finanças (IIF), Charles Dallara, terminou nesta sexta-feira sem um acordo sobre as condições nas quais os bancos privados perdoarão 50% da dívida do país.

O perdão se daria por meio da troca de bônus. Desta forma, os novos papéis emitidos substituiriam os antigos, mas com um valor 50% menor. O ponto da discórdia, segundo o jornal Financial Times, é que Atenas e os bancos não conseguiram chegar a um acordo sobre os juros que seriam pagos sobre os novos bônus. De acordo com o jornal, os juros sugeridos pela Grécia fariam com que o perdão terminasse acima de 50%.

Os contatos, que começaram na quinta e continuaram nesta sexta-feira, serão retomados provavelmente no meio da próxima semana, apesar do IIF já ter advertido de que está acabando o tempo para se chegar a um acordo.

Com exceção dos juros que serão pagos pelos novos bônus, a legislação que será aplicada aos títulos, que poderia ser a grega, como quer Atenas, ou a britânica, como reivindicam os credores, é outro assunto que dificulta um acordo.

Segundo o porta-voz do governo grego, Pantelis Kapsis, Atenas não decidiu ainda se aprovará uma lei que obrigue os credores reticentes a aceitar a quitação da dívida. Isso poderia provocar as agências de qualificação de risco a declarar a falência da Grécia e abriria a porta para que os detentores de permutas de descumprimento creditício reivindicassem o pagamento de seu dinheiro.

Em março a Grécia terá de arcar com 14,4 bilhões de euros em juros pagos aos detentores de seus títulos públicos, contudo, sem a negociação com o setor privado, o temor é que o país não consiga honrar seu compromisso.

O perdão de parte da dívida grega é um dos pilares do programa de resgate anunciado em outubro pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela União Europeia (UE) no valor de 130 bilhões de euros. Segundo o FMI, se as negociações com o setor privado não avançarem, a proporção do resgate poderá se ampliar.

(Com EFE)

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