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Grandes montadoras americanas ressurgem no Salão Internacional de Detroit

Por Da Redação 8 jan 2012, 20h04

Jairo Mejía.

Detroit (EUA), 8 jan (EFE).- O Salão Internacional do Automóvel de Detroit abrirá suas portas nesta segunda-feira para mostrar até 40 novidades dos grandes fabricantes mundiais do setor, em um ano que, tudo indica, será marcado pelo ressurgimento do mercado americano.

Em 2012, o evento acontecerá até o dia 22 de janeiro com 2.300 metros quadrados mais que no ano passado e com as atenções voltadas para o retorno dos três grandes fabricantes americanos – General Motors, Ford e Chrysler – ao aumento das vendas.

Segundo a empresa de consultoria Autodata, em 2011, pela primeira vez desde 1988, os três grandes de Detroit aumentaram sua fração de mercado nos Estados Unidos até alcançar 47,2% de todas as vendas do segundo mercado mundial do motor, relegado agora a essa posição pela emergente China.

Os fabricantes concordam que tudo levar a crer que 2012 será um ano de redenção para o setor automotivo americano, que em 2009 e 2010 viveu os piores anos de sua história, graças a sua vulnerabilidade à crise econômica.

A quebra do gigante General Motors (GM) e do Grupo Chrysler, agora nas mãos da italiana Fiat, foi uma ducha de água fria para o orgulho de Detroit, que espera que este ano definitivamente consolide a volta do lucro, do aumento das vendas e da criação de emprego.

Para 2012, o Salão Internacional do Automóvel da América do Norte (NAIAS, na sigla em inglês) aguarda a visita de 750 mil pessoas entre os dias 14 e 22 de janeiro, quando se abre para o público geral, 20 mil visitantes a mais que em 2011.

Os fabricantes europeus, que como os alemães registraram grandes aumentos de vendas em 2011, querem continuar seduzindo os consumidores com novidades especialmente concentradas em sua imagem de luxo.

A GM, primeiro fabricante americano, quer consolidar seu ressurgimento após a quebra de 2009 com novidades na linha de compactos da Chevrolet, cujas vendas se mantiveram sólidas em plena crise econômica por conta de seus preços competitivos.

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Além disso, a GM apresentará o Cadillac ATS 2013, com o qual pretende fazer sombra a seus concorrentes europeus, especialmente a BMW, a Mercedes e a Audi no nicho de carros de luxo.

A principal novidade da Ford será o novo Ford Fusion, que como a maioria de seus concorrentes se focará em ressaltar os avanços em tecnologia, segurança, conforto e, principalmente, baixo consumo e emissões de gases.

Já a Chrysler apresentará seu Dodge Dart, que também quer conquistar o crescente mercado de carros compactos, dominado por modelos como o Ford Focus, o Hyundai Elantra e o Chevrolet Cruze, compacto mais vendido no ano passado.

Os fabricantes japoneses, especialmente a Toyota, terceira em vendas nos EUA em 2011, chega a Detroit com a intenção de reavivar sua indústria após o devastador impacto na produção do terremoto e tsunami do dia 11 de março no país.

A tragédia teve um efeito devastador na cadeia de distribuição de Toyota, Nissan e Honda em nível mundial e freou o caminho da recuperação que havia sido iniciado com duros cortes e novas estratégias.

A Toyota voltará a apresentar novidades no campo dos carros híbridos plug-in, com maior autonomia em regime elétrico, com a apresentação do protótipo NS4, enquanto reservará para os amantes do luxo a apresentação do Lexus LF-LC.

Outras das novidades esperadas são uma nova versão do Honda Accord Coupé, um novo 4×4 Pathfinder de Nissan e a versão 2013 do Hyundai Genesis.

Apesar do gosto dos americanos pelas muitas cilindradas e pelos grandes espaços sobre as quatro rodas, a crise deixará sua marca no Salão de Detroit, já que o protagonismo será dos carros compactos e dos motores de baixo consumo.

O aumento dos preços do petróleo e a incerteza econômica levaram os fabricantes americanos a adaptar sua produção a modelos mais econômicos, enquanto seguem explorando a viabilidade de carros híbridos e elétricos. EFE

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