Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Graça Foster mantém metas para Petrobras Biocombustível

Por André Magnabosco e Sabrina Valle

São Paulo e Rio de Janeiro – A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou hoje que a meta de produção da Petrobras Biocombustível está mantida. A declaração, contudo, veio acompanhada de uma cobrança, uma das várias feitas por Graça na manhã desta segunda-feira durante o detalhamento do Plano de Negócios da empresa. “Mantemos a meta de produção e de market share, mas tem de haver projeto”, disse. “Aquela história de aparecer com um projeto, que é um título, e que aquele título é de US$ 500 milhões, isso não pode (acontecer)”.

O Plano de Negócios 2011-2015 da Petrobras, divulgado no ano passado, citava que a oferta de etanol da empresa alcançaria 5,6 milhões de metros cúbicos em 2015, uma expansão de 273% em relação à produção de 1,5 milhão de metros cúbicos de 2011. O montante considera dados da própria Petrobras Biocombustível e de parceiros. Juntos, a unidade da Petrobras, chamada de Pbio, e os parceiros devem ter participação de mercado equivalente a 12% no mercado de etanol.

No caso do mercado de biodiesel, essa participação deve ficar em 26%. Para isso, a companhia e as parceiras pretendem ampliar a oferta do combustível de 735 mil metros cúbicos em 2011 para 855 mil metros cúbicos em 2015. “O mercado de etanol é muito importante porque tem muita sinergia com nossas atividades. E quanto mais etanol tenho, mais posso garantir oferta ao governo”, afirmou.

A executiva deixou claro que a maior capacidade de etanol disponível pela Petrobras e por outras empresas do setor ajudariam nas negociações com o governo referentes à maior participação de etanol na composição da gasolina. A companhia já defendeu anteriormente a ampliação do uso de etanol na gasolina, o que reduziria a necessidade de importação desse combustível por parte da estatal.

Preços

Graça Foster também afirmou que o Plano de Negócios pressupõe a paridade de preços dos produtos da companhia no mercado interno com os do mercado internacional. Ressaltou que não será repassada ao consumidor a volatilidade do mercado internacional. Mas concordou com o diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa, de que a paridade precisa ser atingida. “O controlador (a União) aprovou o plano e o primeiro item é a paridade de preço”, disse. Afirmou.

A presidente da estatal também garantiu que a companhia só irá anunciar uma nova data para a conclusão da primeira fase do Comperj após um estudo profundo da situação do projeto. “Não deixo ninguém responder. () Não autorizo que seja dada uma data”, disse. Segundo ela, o projeto passa por uma reavaliação. ” As refinarias são fundamentais. Mas preciso saber quanto vai custar e quanto do físico (construção) já foi feito”, explicou.

Ela ressaltou que nenhum projeto foi retirado do novo plano de negócios. Segundo ela, o que vem sendo feito é uma revisão mais realista para que se tenha o cronograma mais preciso do andamento das obras. Graça lembrou ainda que as quatro refinarias em construção pela estatal atualmente são importantes para se atender ao crescimento da demanda por derivados.

PDVSA

Graça Foster também disse que avançam as conversas com a petroleira venezuelana PDVSA sobre a parceria com a refinaria de Abreu e Lima. Segundo ela, a PDVSA tem “trabalhado muito intensamente” nas questões relacionadas às garantias financeiras que precisam ser apresentadas ao BNDES para que a parceria seja formalizada. A executiva também afirmou que em breve fará uma visita à PDVSA, na Venezuela. “Temos expectativa, sim, de que sejam nossos sócios”, afirmou.