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Graça espera concluir auditoria de Pasadena até junho

Segundo a presidente da estatal, comissões instaladas para apurar eventuais irregularidades não trouxeram prejuízos à empresa

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que a companhia espera concluir até o dia 6 de junho as investigações internas sobre a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. A executiva acrescentou ainda que as cinco comissões instaladas para apurar eventuais irregularidades não trouxeram prejuízos à Petrobras.

“Estamos trabalhando para que possamos virar essa página no mais curto espaço de tempo possível”, afirmou Graça Foster em coletiva de imprensa sobre os resultados do trimestre. Segundo a executiva, o trabalho de investigação envolve uma equipe multidisciplinar das áreas jurídicas, de refino e novos negócios. “São dezenas de entrevistas e estamos bem perto do final. A previsão é de que seja concluída até o dia 6 de junho”, completou.

A empresa está sendo investigada pela compra de uma refinaria em Pasadena (EUA) da belga Astra Oil, transação que levou a estatal a um prejuízo superior a 1 bilhão de dólares, como revelado por VEJA. Há um mês, veio à tona a informação de que a presidente Dilma Rousseff, como conselheira da Petrobras na época, teria aprovado o negócio mau-sucedido.

“É muito importante que tudo isso seja apurado para que informemos e estejamos sempre preparados para responder às perguntas do governo federal, das comissões no Senado ou da Câmara, e para responder aos órgãos de controle. Respondemos sobre Pasadena desde novembro de 2012, é uma demanda permanente”, disse Graça Foster. “Não vejo que essas comissões tenham trazido prejuízo ao bom resultado que apresentamos”, acrescentou.

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Comissões – Segundo a presidente da estatal, a empresa está coordenando cinco comissões internas de apuração de denúncias de corrupção. São investigados os contratos firmados com as empresas Astramarítima, Ecoglobal e Ecoglobal Overseas, investigadas pela Polícia Federal. “Temos outros dois processos que tratam de avaliar os processos relativos às refinarias Abreu e Lima (Rnest) e Comperj. Esses processos tratam de avaliar os procedimentos de contratação para implantação desses dois sistemas”, completou a executiva.

Graça Foster ainda reafirmou que, nas denúncias referentes à empresa SBM Offshore, não há “fatos ou argumentos que evidenciem o pagamento de subornos a funcionários da Petrobras”. Uma denúncia anônima publicada em um site da internet informava que a empresa holandesa teria pago propina de US$ 139 milhões para garantir a obtenção de contratos com a estatal.

“O relatório que elaboramos foi entregue à Controladoria Geral da União (CGU), ao Ministério Público Federal (MPF) e Tribunal de Contas da União (TCU)”, completou Graça.

Óleo leve – Graça Foster ressaltou ainda que a refinaria de Pasadena conseguiu resultados positivos no trimestre em função da disponibilidade de óleo leve na região. “Enquanto este óleo estiver disponível, teremos bons resultados”, afirmou a presidente. Segundo o balanço, a refinaria apresentou no trimestre o processamento de 103 mil barris de óleo por dia. “Essa carga fresca processada é um bom resultado e decorre única e exclusivamente da disponibilidade de óleo leve. Esse óleo tem um desconto de 4 dólares a 6 dólares por barril naquela região. É isso que tem trazido bons resultados. E ela tem operado melhor, temos feito um bom trabalho, com boa gestão.”

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(com Estadão Conteúdo)