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Graça diz que combustível será competitivo no Brasil

Com redução dos preços do petróleo no mercado internacional, perdem a força os planos da executiva de reajustar a gasolina no Brasil

Por Da Redação 5 jun 2012, 16h19

A queda da cotação do petróleo no mercado internacional tem feito com que os preços dos combustíveis no Brasil retomem a competitividade internacional, disse nesta terça-feira a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, durante evento em São Paulo.

A redução do preço do barril indica uma mudança na tendência do valor da commodity esperada pela Petrobras neste ano. Em meio à crise global, a reviravolta nas cotações arrefece as pressões para um reajuste dos combustíveis no mercado brasileiro. “A volatilidade é grande, mas com muito pouco a gente volta a ter aqui (no Brasil) combustíveis com paridade de preço internacional”, disse Graça Foster, como a presidente da Petrobras é conhecida.

A estatal sofreu, no balanço do primeiro trimestre, com a alta dos custos de importação de combustíveis combinada à manutenção de preços no Brasil, sem reajuste na bomba há anos. Acreditava-se em abril que o petróleo Brent se sustentaria em um nível perto de 120 dólares o barril até o final do ano (um novo patamar), segundo chegou a afirmar a presidente da estatal. E isso levaria a um reajuste de preço dos combustíveis no país ainda neste ano, ela disse. “Durante anos seguidos tivemos na Petrobras ganhos por conta dessa diferença entre o preço lá fora e o interno. Isso é razoável”, afirmou a executiva.

Novo plano – Graça Foster declarou que, dentro de semanas, será apresentado o novo plano de negócios da Petrobras para o período de 2012 a 2016, que atualmente está em revisão. O plano anterior, ainda em vigência, prevê investimentos de 224,7 bilhões de dólares entre 2011 e 2015. A maior parte está destinada à área de exploração e produção de petróleo, com 57% do total (ou 127,5 bilhões de dólares).

Conteúdo nacional – A estatal vem encontrando dificuldade em acelerar os investimentos na exploração devido a atrasos de fornecedores de equipamentos, em especial plataformas. A exigência de conteúdo brasileiro nos equipamentos contratados, que varia entre 55% e 75%, tem dificultado o cumprimento dos prazos, já que a indústria nacional ainda se organiza para atender à demanda que se formou.

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Segundo Graça, a Petrobras não discute a possibilidade de diminuição de exigência de conteúdo nacional em seus projetos. “O que a companhia tem feito é monitorar sistematicamente, para criar um banco de dados que mostre de forma quantitativa e real a capacidade da indústria nacional de bens e serviços”, disse a executiva.

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Argentina – Sobre o processo de retomada dos ativos na Argentina, a presidente a Petrobras limitou-se a dizer que continua em conversações com as autoridades do país vizinho para tratar o assunto. No início de abril, o governo da província de Neuquén – maior produtora de gás natural do país vizinho – suspendeu concessão de uma área operada pela companhia brasileira argumentando que ela não fez investimentos suficientes para aumentar a produção. “Países como Argentina, Peru, Colômbia, Bolívia e Venezuela são igualmente importantes para a Petrobras e estão no plano de negócios da empresa”, disse nesta terça-feira, em evento no qual foram apresentados a empresários os resultados do programa de financiamentos Progredir.

(com Reuters)

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