Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Governo zera IOF para investidores de fundos imobiliários

Segundo o texto, a alíquota do IOF será zero no momento em que o investidor estrangeiro realizar a operação de câmbio para aplicar no FII

Por Da Redação - 31 jan 2013, 11h51

O governo zerou nesta quinta-feira a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para estrangeiros em operações de aquisição de cotas de Fundos de Investimento Imobiliário (FII). A ideia é estimular essa modalidade que funciona como um tipo de financiamento privado do setor imobiliário, segundo uma fonte do governo ouvida pela Reuters. A medida se insere dentro de diversas ações focadas nesta área, como desoneração da folha de pagamento e a redução das taxas de juros para aquisição de imóveis.

Segundo decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff e publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, a alíquota do IOF será zero no momento em que o investidor estrangeiro realizar a operação de câmbio para aplicar no FII.

O objetivo principal é estimular, segundo a fonte do governo, o mercado imobiliário que tem peso importante na formação de investimento privado. O crédito imobiliário teve crescimento de 37,6% em 2012, segundo dados do BC, desacelerando-se em relação aos 42% de alta no ano anterior.

Os FIIs são opções de investimento de longo prazo destinados a ganhos com locações, arrendamentos e alienação de empreendimentos imobiliários. O decreto coloca esses fundos no mesmo patamar de aplicações de estrangeiros em ações e títulos de longo prazo emitidos por empresas, que já têm a alíquota do IOF zerada.

Publicidade

Efeito cambial – A medida deve ter impacto direto no mercado de câmbio, uma vez que atrai mais moeda estrangeira ao país justamente num momento em que o governo já deu sinais de que aceitará o dólar ligeiramente abaixo de 2 reais.

Nos últimos dias, o governo deu sinais de que o câmbio abaixo de 2 reais pode ajudar no combate à inflação e no estímulo a investimentos. O Banco Central atuou no mercado de câmbio duas vezes e derrubou a cotação do dólar abaixo de 2 reais pela primeira vez em meses.

Na véspera, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo não vai deixar o câmbio “derreter”, mas indicou que o dólar entre 1,98 e 2,03 reais indicaria estabilidade. O fluxo de dólares – entrada e saída de moeda estrangeira do país – estava negativo no ano. Até o dia 25, houve saída líquida de 2,692 bilhões de dólares.

Nesta quinta-feira, o dólar abriu em queda e, às 12h45 era negociado com baixa de 0,07%, vendido a 1,988 real.

Publicidade

(Com Reuters)

Publicidade