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Governo tenta votar reforma trabalhista na CCJ do Senado

O Planalto tentou minimizar a derrota e disse que o texto governista será aprovado do plenário

Por Da redação - 21 jun 2017, 08h02

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, diz que colocará em votação  seu relatório sobre a reforma trabalhista hoje no colegiado. O texto governista foi rejeitado ontem na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), impondo uma derrota importante para o governo no Senado.

O Planalto tentou minimizar a derrota e disse que o texto governista será aprovado do plenário. Para o governo, é importante aprovar rapidamente a reforma trabalhista para sinalizar que o governo Michel Temer tem força para votar a da Previdência, considerada a mais importante para os mercados.

O resultado da votação da proposta de reforma trabalhista afetou a confiança do mercado financeiro. O dólar saltou quase 1,5% e foi a 3,33 reais nesta terça-feira após a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado rejeitar o texto principal da reforma trabalhista. Já o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em forte baixa de 2,01%, aos 60.766,16 pontos.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, minimizou a derrota do governo na votação da reforma trabalhista. “Episódios como esse são corriqueiros, é normal, está dentro do processo legislativo”, afirmou Meirelles em vídeo publicado em seu perfil recém-criado no Twitter.

Meirelles lembrou que o governo também sofreu um revés quando a proposta tramitava na  Câmara dos Deputados. “Essa mesma reforma, quando teve regime de urgência votado na Câmara, não foi aprovada em primeira votação, mas foi em segunda.”

Na Rússia, o presidente Michel Temer disse que a vitória do governo no plenário é “certíssima”. “O que importa é o plenário. Portanto, é uma etapa só. Vocês se recordam que no caso da Câmara dos Deputados houve um primeiro momento em que a urgência não chegou a ser votada para ser aprovada e depois foi ao plenário e ganhamos com muita facilidade”, recordou. “O plenário vai decidir e lá o governo vai ganhar. É maioria simples”, afirmou Temer.

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