Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Governo não desistiu do mico: voltará a leiloar a BR-262

Segundo o ministro dos Transportes, trecho ignorado pelas empresas será reaberto e terá os questionamentos do setor privado respondidos pela pasta, e não pela ANTT

Por Da Redação 17 set 2013, 13h11

O ministro dos Transportes, César Borges, informou nesta terça-feira que o governo vai leiloar novamente o trecho da BR-262, entre o Espírito Santo e Minas Gerais, que não atraiu interessados, na semana passada. Segundo apurou a coluna Radar on-line, de Lauro Jardim, um dos tópicos que mais assusta os investidores é a obrigação de o consórcio vencedor ter de duplicar a rodovia num prazo de cinco anos.

De acordo com o ministro, ainda não há data definida para o novo certame. Depois de afirmar que o fracasso do leilão foi causado pela pressão exercida pela bancada do Espírito Santo contra a criação de pedágios na estrada, o Ministério encontrou outro culpado pelo mico. Agora, quem errou foi a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que não deu respostas satisfatórias aos questionamentos do setor privado. Segundo Borges, as respostas, agora, ficarão sob responsabilidade da pasta.

Risco Dnit – O ministro reconheceu que respostas imprecisas formuladas pela agência contribuíram para afastar concessionárias do leilão. O caso mais grave foi uma resposta dada pela agência a questionamento sobre o que ocorreria caso o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não concluísse a duplicação do trecho sob sua responsabilidade.

Rodrigo Constantino: A culpa pelo fracasso é do governo

A ANTT informou erroneamente que, nesse caso, não seria concedido reequilíbrio econômico financeiro do contrato. Isso alimentou o mercado a avaliação de que haveria o “risco Dnit”. Borges informou que a ideia é deixar mais clara a determinação do governo de compensar o concessionário, caso a duplicação feita pelo Dnit atrase.

Outro ponto mal respondido pela ANTT tratava da instalação de canteiros centrais. A agência informou que seriam necessários canteiros de nove metros mesmo em trechos montanhosos, o que não era a intenção do governo. Também esse ponto será esclarecido.

Na manhã desta terça-feira, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo está fazendo uma grande reavaliação das concessões – e que fará uma avaliação específica para cada estrada. A intenção do governo é abandonar os leilões em blocos e “fatiar” os trechos, como estratégia de atrair mais interessados.

(Com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade
Publicidade