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Governo mandará emissários para apaziguar Fitch e S&P

Representantes presidenciais tentam evitar novos cortes nas notas da Petrobras e mostrar também que não há razão para o país correr risco de rebaixamento

Por Da Redação - Atualizado em 30 jul 2020, 21h39 - Publicado em 26 fev 2015, 11h56

O Palácio do Planalto enviará emissários presidenciais às agências de classificação de risco Fitch e Standard & Poor’s para evitar que elas sigam o exemplo do Moody’s, que tirou o grau de investimento da Petrobras nesta semana. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o recado que deve ser levado pelos representantes do governo é de que o ajuste fiscal em curso no país é factível e de que não há razão para o Brasil também ter sua nota rebaixada.

De acordo com o jornal, a ordem interna no governo é repetir que o rating nacional não está sob risco. Nos bastidores, no entanto, interlocutores presidenciais admitem que essa possibilidade se tornou real, após a decisão da Moody’s. A avaliação é de que a Petrobras precisa apresentar seu balanço auditado para evitar um contágio de proporções dramáticas na economia.

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Na quarta-feira, Dilma classificou o rebaixamento da nota da petrolífera como “falta de conhecimento” do que está ocorrendo na empresa. Mais: para ela, a estatal tem “grande capacidade de se recuperar sem grandes consequências”.

Questionada sobre a atuação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para tentar demover a agência da decisão, a presidente disse que o “governo sempre vai tentar evitar o rebaixamento”, e que isso é “absolutamente natural”. Levy passou as últimas semanas tentando demover a agência de reprovar a Petrobras. Chegou a se comprometer com garantias do Tesouro caso fosse necessário, mas nem isso sensibilizou os avaliadores internacionais.

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