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Governo grego surpreende e fecha rede estatal de rádio e TV

Cerca de 2.600 funcionários foram demitidos e manifestações estão marcadas para esta quarta e quinta

Por Da Redação
12 jun 2013, 12h19

A rede de rádio e televisão estatal da Grécia, ERT, parou suas transmissões à meia-noite local, apesar de centenas de seus 2.656 funcionários continuarem a ocupar sua sede em Atenas. O Ministério das Finanças anunciou pouco antes da meia-noite que, a partir daquele momento, a ERT deixaria de funcionar, sua programação estava suspensa e sua sede deveria ser desocupada até a aprovação de uma lei que estabeleça a criação de uma nova emissora pública. O sinal caiu enquanto eram transmitidas informações ao vivo.

Os funcionários tinham decidido lutar contra um fechamento anunciado inesperadamente poucas horas antes pelo porta-voz do governo, Simos Kedikoglu. A decisão faz parte do corte de gastos que a Grécia precisa fazer para conter o avanço de sua dívida pública e garantir apoio dos órgãos supranacionais da zona do euro.

Ao anunciar o fim da ERT, Kedikoglu disse que, em vez da atual companhia, será criada “o mais rápido possível” outra empresa pública moderna, mais eficiente, mas com um quadro de funcionários muito menor. O porta-voz disse que, com esta decisão, o governo porá fim a um “desperdício” de recursos públicos e mostrará sua vontade política de promover reformas no sistema público de informações.

Leia também: Desemprego na Grécia sobe para 27% em fevereiro

O anúncio do fechamento da emissora estatal surtiu o efeito de uma bomba não só entre jornalistas, mas também entre intelectuais, atletas, religiosos e até imigrantes, já que o canal internacional da televisão pública é, muitas vezes, sua única ligação com o país de origem. Cerca de 2.600 funcionários foram demitidos, o que desencadeou uma onda de protestos de sindicatos e parceiros da coalizão governista.

Milhares de pessoas se concentraram em frente à sede da emissora para protestar contra a medida e ficaram no local madrugada adentro. Uma nova manifestação está prevista para esta quarta-feira e, segundo jornais locais, uma greve de 24 horas está marcada para quinta-feira. Um representante de um sindicato de trabalhadores do setor privado GSEE, o maior do país, confirmou que a entidade vai aderir à greve.

“Nós queremos mostrar nossa solidariedade com os funcionários da tevê estatal e protestar contra essas inaceitáveis reformas no setor público que os financiadores requisitaram”, disse à Reuters o secretário-geral do sindicato do setor público ADEDY, Ilias Iliopoulos.

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Alguns dos canais da emissora saíram do ar antes do prazo. Os três canais de televisão nacionais, juntamente com as emissoras de rádio regional, nacional e internacional, custam 300 milhões de euros à Grécia por ano.

Leia mais: FMI vai admitir falhas em resgate à Grécia, diz WSJ

Fitch eleva nota da Grécia de CCC para B-

(com agências EFE e Reuters)

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