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Governo estuda novas medidas para conter endividamento das famílias, diz Durigan

Ministro da Fazenda afirmou que equipe econômica busca alternativas para reduzir peso das dívidas e ampliar acesso a crédito em condições mais sustentáveis

Por Leticia Yamakami Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 set 2026, 15h53
Governo estuda novas medidas para conter endividamento das famílias, diz Durigan Priorize VEJA no Google

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, 17, que o governo estuda novas medidas para enfrentar o endividamento das famílias. Segundo ele, a equipe econômica avalia formas de ajudar os consumidores a superar dívidas antigas e, ao mesmo tempo, criar condições de crédito mais baratas e sustentáveis.

Durigan comparou os programas Desenrola lançados pelo governo a “vacinas” contra o endividamento e disse que novas iniciativas podem ser adotadas. “O Desenrola 1 foi uma primeira vacina, o Desenrola 2 foi uma segunda vacina e, como temos ainda presente o problema do endividamento, vamos seguir pensando em oferecer novas vacinas”, afirmou.

O ministro não detalhou um novo programa já definido. No entanto, adiantou, em entrevista ao jornal Extra, que a equipe econômica trabalha em uma proposta voltada principalmente para dívidas antigas, que poderiam ser adquiridas com desconto elevado, em um modelo de leilão. A ideia é reduzir o peso desses débitos sem exigir que o consumidor passe novamente por uma renegociação.

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Segundo Durigan, o governo também pretende continuar buscando formas de ampliar o acesso das famílias a crédito com custos menores. Ele diz que as duas edições do Desenrola já beneficiaram cerca de 19 milhões de pessoas.

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O tema ganhou relevância diante da alta do endividamento e da inadimplência. Dados do Banco Central mostram que a inadimplência da carteira de crédito total do sistema financeiro chegou a 4,9% em julho deste ano, o maior nível da série histórica iniciada em 2011. Na pesquisa da CNC, a parcela de consumidores com contas em atraso alcançou 30,4% em agosto, também recorde da série iniciada em 2010.

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A declaração do ministro foi dada no Palácio do Planalto, em coletiva de imprensa após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar o reajuste do Bolsa Família. O piso do benefício passará de 600 reais para 691 reais, com pagamento do novo valor a partir de outubro.

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