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Governo espanhol anuncia terceira rodada de saneamentos nos bancos

Madri, 8 jun (EFE).- Os bancos da Espanha passarão por uma terceira rodada de injeções de capital quando terminarem as análises que estão sendo realizadas de forma independente sobre suas finanças, informou nesta sexta-feira o Ministério da Economia do país.

Segundo a pasta, o Banco da Espanha vai analisar o resultado dos trabalhos das consultoras e auditoras contratadas para calcular a ajuda adicional que as instituições precisam, para depois exigir seus saneamentos.

Os números finais serão anunciados no dia 31 de julho. Ainda hoje, a Comissão Europeia recomendou à Espanha que espere a divulgação dos resultados dessas auditorias antes de solicitar um resgate à União Europeia.

Pela primeira vez, os saneamentos adicionais não se limitarão apenas aos créditos imobiliários, mas também afetarão os créditos que os bancos concedem a empresas e a particulares.

Nesta quinta-feira, a agência de classificação de riscos Fitch disse que os bancos espanhóis precisam de até 60 bilhões de euros em ajudas, embora em outro cenário mais ‘extremo’, baseado no caso da Irlanda, o pacote aumentaria para 100 bilhões de euros.

Para os bancos espanhóis, que vivem uma das crises mais profundas de sua história, esta será a terceira rodada de saneamentos desde que o governo de Mariano Rajoy assumiu o poder. Os já realizados, de valor total de 82 bilhões de euros, não foram suficientes para acalmar os mercados, por isso o Ministério da Economia decidiu encomendar estudos independentes para saber realmente a quanto chega o déficit de capital e de provisões do setor.

O primeiro estudo foi pedido a duas consultoras, Oliver Wyman e Roland Berger, e consiste em analisar como sofreriam os bancos em dois cenários, um deles de estresse, com hipóteses macroeconômicas adversas. O resultado destes trabalhos deverá ser entregue até o próximo dia 21.

Além desse trabalho, foi encomendada a quatro auditoras (Deloitte, Pwc, Ernst & Young e KPMG) uma análise individualizada e detalhada dos bancos, para determinar seus recursos e os que necessitam. Os resultados dessas análises terão que ser divulgados até 31 de julho. EFE