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Governo eleva meta de economia para juros em R$ 10 bi

Por Da Redação 29 ago 2011, 13h10

Por Renata Veríssimo e Eduardo Rodrigues

Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou hoje o aumento da meta de superávit primário para 2011 em torno de R$ 10 bilhões, o que corresponde de 0,25% a 0,30% do Produto Interno Bruto (PIB). Em entrevista, Mantega disse que o aumento da meta será para o governo central (formado por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central). Assim, a economia desses órgãos passará de um pouco mais de R$ 81 bilhões para R$ 91 bilhões. Mantega disse que a medida ajudará aumentar os investimentos no País, manter o crescimento econômico e reduzir no médio e longo prazos a taxa básica de juros da economia (Selic).

O ministro disse que o cenário internacional inspira cuidados porque está se deteriorando a situação nos EUA, Europa e Japão, o que leva a uma expectativa de desaceleração econômica nesses países. Mantega afirmou que por mais que países como o Brasil estejam preparados para o enfrentamento da crise, não estão imunes a este quadro de recessão. “O Brasil tem que se antecipar para impedir que essa deterioração afete os avanços que conseguimos na economia brasileira”, afirmou. Por isso, disse ele, a medida anunciada hoje é preventiva para evitar uma desaceleração da economia como houve em 2008. “Desta vez, queremos estar mais preparados que em 2008 para enfrentarmos esta recessão mundial que se avizinha.”

Ele lembrou que o Brasil já tem adotado medidas para fortalecer a atividade produtiva e que hoje consolida a situação fiscal com o aumento do superávit primário para 2011. O superávit primário é a economia do governo para o pagamento de juros da dívida pública.

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