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Governo deve propor redução de IR para empresas após eleição, diz Guardia

Ministro afirmou que não adianta enviar proposta agora ao Congresso, pois todo mundo está pensando em eleição

Por Redação - Atualizado em 13 set 2018, 13h10 - Publicado em 13 set 2018, 12h09

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, reafirmou nesta quinta-feira, 13, que o governo avalia reduzir a alíquota do Imposto de Renda para pessoas jurídicas para fazer frente ao que ocorre em outros países. Segundo ele, o tamanho desse movimento de queda tem de ser discutido ainda.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Guardia havia dito que a equipe econômica vai esperar o resultado da disputa presidencial para encaminhar ao Congresso a reforma do PIS/Cofins e a redução do IR para empresas. “Só estamos esperando o momento para mandar para o Congresso. Não adianta fazer agora porque está todo mundo pensando em eleição. É um tema complicado e eu não quero simplesmente mandar o projeto sem explicar antes. O outro projeto que ainda não está pronto é uma proposta de alteração do Imposto de Renda para Pessoa Jurídica, que tem que ser acompanhado da tributação de lucros e dividendos”, afirmou.

Na entrevista, ele disse que existe uma tendência global de reduzir impostos para empresas. “A gente tem um problema fiscal complexo. Por isso faremos redução acompanhada da tributação de dividendos e de revisão dos juros sobre capital próprio. Temos que ver tudo isso em conjunto, fazer conta e poder ter uma transição que permite fazer uma redução responsável da alíquota do IRPJ acompanhada de tributação de dividendos.”

Guardia também afirmou que o Brasil não tem problemas para gerar receitas, mas sim com os altos gastos, reforçando mais uma vez a necessidade de as reformas continuarem.

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Ele argumentou que o país tem uma carga tributária alta, o que já ajuda a obter receitas, mas que os gastos são muito elevados. “Não temos problemas de receitas no Brasil”, afirmou ele.

O ministro tem batido na mesma tecla, a de que o país necessita dar continuidade às reformas – ele citou a da Previdência como fundamental diante dos elevados desembolsos, para voltar a crescer de forma mais robusta.

Pesquisa Focus mais recente do Banco Central, que ouve semanalmente uma centena de economistas, mostrou que a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 é de 1,40%, redução de 0,04 ponto percentual sobre a semana anterior. Para 2019, a expectativa permanece em 2,50%.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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