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Governo desiste de antecipar recursos de Itaipu

Agora, os recursos para a CDE para garantir desconto na conta de luz virão diretamente do Tesouro - mais uma despesa em um momento de corte de gastos públicos

Por Da Redação - 23 jul 2013, 13h21

O governo desistiu de antecipar recebíveis que o país tem a receber da Usina Binacional de Itaipu até 2023 para auxiliar na engenharia financeira que garantiu o corte na conta de luz. Agora, os recursos para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) virão diretamente do Tesouro Nacional. Isto é, em vez de o dinheiro sair de receitas futuras, ele sairá dos cofres públicos.

Na prática, a equipe econômica anunciou na segunda-feira uma nova despesa no Orçamento deste ano. O curioso é que esse novo gasto foi anunciado na mesma cerimônia em que os ministros da Fazenda e do Planejamento divulgaram um bloqueio adicional de 10 bilhões de reais nas despesas orçamentárias de 2013.

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Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o novo gasto não foi incorporado no relatório de reprogramação orçamentária divulgado na segunda. Isso quer dizer que, no próximo relatório – que será divulgado em 22 de setembro – nova despesa será anunciada. Os ministros não forneceram o custo da empreitada, mas mencionaram que deve se tratar de uma injeção mensal de 400 milhões de reais, ou seja, 4,8 bilhões por ano.

Quando questionado diretamente sobre a razão da mudança, o ministro da Fazenda explicou que o governo decidiu abandonar a ideia de usar os recebíveis de Itaipu “porque alguns questionaram essa operação”. “Não vamos antecipar recursos de Itaipu, mas usar gastos primários”, disse a ministra do Planejamento e Orçamento, Miriam Belchior.

Por meio de um instrumento criado neste ano, o Tesouro ficou autorizado a emitir títulos públicos na quantia exata do que têm a receber pela participação brasileira na usina compartilhada com o Paraguai até 2023. O dinheiro, obtido com a venda desses papéis seria transferido para a CDE, que, por sua vez, sustenta o repasse às empresas do setor elétrico que mantêm, desde janeiro, uma tarifa de energia mais barata para os consumidores.

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(com Estadão Conteúdo)

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