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Governo central tem pior superávit primário para abril em 9 anos

Contas do Tesouro Nacional, INSS e Banco Central estão se deteriorando em 2013 e comprovam que o governo não tem se esforçado para controlar os gastos

As contas do governo central (Tesouro Nacional, INSS e Banco Central) apresentaram em abril um superávit primário de 7,210 bilhões de reais, resultado maior do que o registrado em março, de 199,1 milhões de reais, mas o pior para o quarto mês do ano desde 2004. Com isso, a economia para o pagamento dos juros da dívida pública está abaixo dos 11,479 bilhões de reais de abril de 2012.

Até abril, o resultado comprova que o Planalto não tem se preocupado em controlar os gastos públicos. O esforço fiscal caiu de 3,24% para 1,77% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado do ano, o superávit primário das contas do governo central somou 26,885 bilhões de reais, uma queda de 40,3% em relação aos quatro primeiros meses de 2012, quando ficou em 45,062 bilhões de reais.

Com o afrouxamento da política fiscal neste ano, o governo demonstra que sua única preocupação é tentar reaquecer a debilitada economia, que cresceu apenas 0,6% no primeiro trimestre. Em maio, houve o anúncio do corte de gastos de 28 bilhões de reais no Orçamento de 2013, bem menor que os 55 bilhões de reais contingenciados em 2012.

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Diferenças – Das três áreas que formam o governo central, apenas o Tesouro Nacional contribuiu positivamente para o resultado. Em abril, o Tesouro registrou um superávit de 13,658 bilhões de reais, enquanto as contas da Previdência Social (INSS) apresentaram um déficit primário de 6,181 bilhões de reais e as do Banco Central, um resultado também negativo de 266,6 milhões de reais.

Separadamente, as contas do Tesouro acumulam no ano um superávit de 48,017 bilhões de reais, ante 60,411 bilhões de reais em 2012; as da Previdência Social acumulam um déficit maior, de 20,848 bilhões de reais (ante 15,229 bilhões); e as do Banco Central de 282,9 milhões de reais, em comparação aos 120,9 milhões de reais no mesmo período do ano passado.

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(com Estadão Conteúdo e agência Reuters)