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Governo anuncia retomada de exportação de carne bovina à China

Interrupção ocorreu após confirmação de caso atípico de vaca louca em MT; segundo ministério da Agricultura, medida obedeceu acordo entre os países

O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira, 13, a retirada de uma suspensão temporária para empresas do país exportarem carne bovina à China. A suspensão foi imposta pelo próprio governo brasileiro no último dia 3, devido a um caso atípico da doença da vaca louca no Mato Grosso. “Voltaremos a emitir os certificados sanitários normalmente e continuar com nossas exportações para o país asiático”, disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em mensagem no Twitter.

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) esperava a liberação das exportações para o final deste mês. E a entidade avaliou ainda, anteriormente, que os negócios para a China voltariam com força, após embarques represados. As compras chinesas de carnes estão fortes no momento em que o país asiático enfrenta as consequências da contaminação de suas criações de porcos pela peste suína africana. A China e Hong Kong respondem por cerca de 40% das exportações do produto do Brasil, maior exportador global.

A ministra lembrou que a decisão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no começo do mês, havia sido necessária para cumprir um protocolo bilateral acertado entre os países em 2015, que prevê suspensão temporária das importações de carne quando detectado caso atípico de vaca louca, doença formalmente conhecida como Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB).

Como o caso é atípico e não oferece riscos sanitários, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) encerrou no início do mês o pedido de informações complementares ao Brasil sobre o assunto.

A China é o único país, entre os importadores do Brasil, que tem protocolo sanitário que exige a suspensão temporária das importações de carne quando detectado caso atípico de EEB. A ministra recebeu a notícia da reabertura do mercado chinês nesta madrugada. A ministra reafirmou que vai continuar negociando um novo protocolo com as autoridades sanitárias chinesas.

(Com Reuters)