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Governo anuncia R$2,8bi para casas em 2,5 mil cidades

BRASÍLIA, 12 Abr (Reuters) – O governo federal anunciou nesta quinta-feira investimento de 2,8 bilhões de reais da segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida para a construção de moradias em 2.582 municípios com até 50 mil habitantes.

O valor, anunciado pelo Ministério das Cidades, será empregado para a construção de 107.348 unidades habitacionais. A meta do governo é contratar mais 220 mil moradias nesta modalidade até 2014. O montante faz parte dos 125,7 bilhões de reais disponibilizados pelo governo federal para a segunda fase do programa.

A presidente Dilma Rousseff, na cerimônia de anúncio dos municípios contemplados pelo programa, disse que esta fase do projeto impulsiona o desenvolvimento econômico de pequenas cidades.

“Construir moradias nos municípios abaixo de 50 mil habitantes significa levar para lá também dinamismo econômico… Isso significa levar oportunidade de emprego, girar e fazer rodar o círculo virtuoso”, disse Dilma durante o evento, que reuniu centenas de prefeitos em Brasília

“Assim como a gente faz justiça social, a gente faz crescimento econômico, é com a mesma engrenagem que as coisas são produzidas”, disse.

Dos municípios que receberão investimentos, 1.163 estão sendo contemplados pela primeira vez por essa modalidade, informou a pasta. Os outros já haviam selecionados na primeira etapa do programa.

O programa nessa modalidade visa a atender famílias que possuem renda mensal de até 1.600 reais. O governo federal vai conceder subsídio de 25 mil reais por unidade construída.

Dilma disse também que o governo deverá anunciar no próximo mês a ampliação da meta do Minha Casa, Minha Vida 2 para 2,4 milhões de moradias contratadas. A previsão anterior do governo era divulgar o aumento do programa em junho.

BRASIL NA CONTRACORRENTE

A presidente disse ainda que o Brasil está na “contracorrente internacional” no cenário econômico. Disse que os países mais desenvolvidos estão “voltando para trás”, e afirmou que essas nações estão experimentando um “aumento significativo da desigualdade de renda”.

A fala ocorre na semana em que Dilma reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em Washington, e ouviu preocupações sobre o ritmo de recuperação da economia norte-americana, sobretudo na geração de empregos.

(Reportagem de Hugo Bachega)