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Governantes da zona do euro avaliam novo resgate de até 86 bilhões de euros para a Grécia

Os líderes dos países da zona do euro estão reunidos em Bruxelas para decidir se aprovam proposta feita por seus ministros das Finanças

Os ministros das Finanças dos países que têm o euro como moeda e os credores internacionais avaliam entre 82 e 86 bilhões de euros o montante que a Grécia precisa para um terceiro resgate, que poderá incluir entre 10 e 25 bilhões de euros só para o setor bancário grego, segundo um documento entregue neste domingo aos chefes de governo de seus países.

O valor destinado ao setor financeiro é necessário para fazer face à necessidade de recapitalizar os bancos gregos ou mesmo custos de eventuais falências.

O sistema bancário grego, que já era frágil, piorou com o agravamento da situação no país, diante do impasse das negociações entre Atenas e os credores e a significativa saída de depósitos.

Para impedir uma maior ‘sangria’, os bancos gregos estão fechados desde 28 de junho e os saques bancários estão limitados a 60 euros por dia.

O dinheiro necessário para resgatar os bancos gregos, no âmbito de um terceiro resgate, também vai depender do tempo que levar para se chegar a um acordo.

O documento cita a importância de uma decisão rápida. “O Eurogrupo (como é chamado o grupo dos dezenove ministros) está consciente de que uma decisão rápida sobre um novo programa é condição para permitir aos bancos reabrirem as portas”, diz o documento, que também menciona que a rapidez dessa decisão será fundamental para evitar que o financiamento total do novo resgate seja ainda mais alto do que os cerca de 80 bilhões de euros.

Depois da reunião do Eurogrupo realizada entre ontem e hoje, o assunto Grécia passou para o nível de chefes de Estado e de Governo, reunidos neste momento em Bruxelas em uma cúpula extraordinária da zona euro.