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Gol muda logomarca e anuncia três novos destinos na América Latina

A desaceleração econômica brasileira atual tem efeito negativo na demanda por voos da companhia, que, mesmo assim, continuará ampliando suas rotas

O diretor-presidente da Gol, Paulo Kakinoff, reiterou que a desaceleração econômica brasileira atual tem efeito negativo na demanda por voos da companhia, em especial no segmento corporativo. Mesmo com a demanda em recuo, a empresa continuará ampliando suas rotas. A intenção é operar três novos destinos na América Latina até julho de 2016, incluindo Cuba.

Kakinoff informou que até o final do ano, a Gol realizará o primeiro voo direto para Cuba, do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). “Já solicitamos pedido para operarmos o voo para as autoridades dos dois países e estamos no aguardo. Até julho do ano que vem, serão três destinos novos para a América Latina, contando Cuba”, explicou. Em 14 de abril, no Diário Oficial da União (DOU), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou portaria sobre a alocação de três frequências semanais da VRG Linhas Aéreas, subsidiária da Gol, entre Brasil e Cuba.

“Já apresentamos às autoridades uma lista de até 29 destinos que poderíamos operar caso houvesse pequenos investimentos nesses aeroportos para suportar nossos equipamentos”, afirmou após a cerimônia de entrega da 100ª aeronave direto da fábrica da Boeing, no Centro de Manutenção em Confins.

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Nova logomarca – Nesta quarta, a Gol recebeu a 100ª aeronave de última geração direto da fábrica da Boeing (737-800), em evento que reuniu autoridades políticas nacionais e mineiras, além de analistas, investidores, funcionários, e aproveitou para anunciar novos serviços e logomarca. Kakinoff não quis falar sobre valores de investimentos, devido ao período de silêncio, mas disse que os recursos vieram dos ganhos de eficiência obtidos nos últimos anos.

A aeronave já recebeu a nova pintura e realizará seu primeiro voo nesta quarta, às 15h50, saindo de Confins para Congonhas (SP). Seus demais aviões, 140 no total que foram adquiridos por leasing, serão pintados totalmente até quatro anos, assim como os materiais de marketing e divulgação. “De três a seis meses, materiais como guardanapos e folders já estarão com a nova logomarca. Em dois anos teremos metade da frota pintada e, em quatro, toda ela. As novas aeronaves que compraremos já virão com a nova pintura”, informou.

Segundo ele, a Gol tem pedidos de aeronaves com a Boeing até 2023, sendo 10 equipamentos, em média, por ano. Ainda neste ano recebe mais duas aeronaves de nova geração e até 2018, quando chega o primeiro 737 Max, serão entre 10 e 15 equipamentos da nova geração. “A substituição da nova geração para o Max dependerá da demanda de mercado”, ressaltou Kakinoff.

Ainda nesta quarta, a Gol reiterou que, em janeiro de 2016, terá aeronaves com assentos em couro ecológico e com mais serviços de entretenimento a bordo, como conexão wifi, conteúdo de cinema, TV ao vivo. Os serviços de conectividade serão em parceria com a Gogo e o operador de TV ao vivo e a cabo ainda estão em negociação.

(Com Estadão Conteúdo)